Famílias montam árvores de Natal criativas com objetos que têm ligação direta com suas vidas
Inspirações vão de cavaletes à personagens

Repleto de magia e significados, o Natal é uma época marcada também pela decoração tradicional com muitas luzes e cores, incluindo o pinheiro verde com pisca-piscas e bolinhas coloridas. Geralmente, a árvore é o centro da decoração da festa e sua montagem tem uma grande importância principalmente para a criançada, que gosta de participar das etapas. Mas nem sempre é possível montar uma árvore de Natal da forma tradicional, seja por questão de espaço, no caso de quem mora em apartamento; ou simplesmente por preferência, para quem gosta de decorações alternativas.
E foi isso que a designer de moda, Débora Ramos, de 30 anos, fez para fugir do convencional. Apaixonada por costura, pintura e tudo ligado à sua profissão, ela deparou com a ideia de montar uma árvore diferente quando viu um cavalete de mesa em seu atelier.
“Na hora associei o formato do cavalete ao de um pinheiro e pensei que seria uma boa ideia para decoração. Eu até poderia comprar um pinheiro pronto, mas não teria a mesma graça e nem a emoção de criar um”, contou a designer.
Para a montagem, Débora utilizou um cavalete usado para pintura em tela, bolas de Natal, um mini pisca-pisca e dois gatinhos em madeira. O cavalete ficou posicionado sobre uma mesa confeccionada com um pé de máquina de costura antiga e ela ainda utilizou um pisca-pisca de flamingo e folhas artificiais para dar um toque tropical.
“Nunca tive vontade de montar árvore ou decorar a casa para o Natal. Esse ano, eu lidei com enfeites natalinos no trabalho. Então, acredito que isso tenha despertado o interesse em fazer algo para a data. Sou de família cristã, mas tenho o dia 25 como qualquer outro dia e acredito que o ato de cear e trocar presentes independe de uma data. Lembrar do nascimento de Jesus e agradecer deve ser uma prática constante em nossas vidas e não só nesse período”, completou Débora, que vai passar o Natal com o marido.
Completamente desmotivada a decorar a casa após perder os pais próximo à época natalina, a diretora de vendas Angela Medaber, 31, encontrou uma forma de recuperar o “colorido” com uma árvore nada tradicional, inspirada pelo filho, o Nicolas Medaber, de dois anos.
“Perdi minha mãe na semana do Natal há 13 anos e o meu pai, há quatro anos, no dia do Natal. Desde então, nunca mais comemorei, perdeu a essência. Só que, no ano seguinte ao que perdi meu pai, engravidei e todos falavam que isso iria mudar. Mas sempre viajei para fugir da data. Só que esse ano, meu filho – apaixonado pelos Vingadores – me questionou: ‘Mamãe, cadê nossa árvore? Na casa do meu amigo tem!’. Aquilo mexeu comigo”, contou Angela.
Ela, então, conversou com o marido e pensou em fazer algo diferente. “Entrei no Pinterest (rede social de compartilhamento de fotos), vi várias ideias e me inspirei. Foi mágico! Meu filho montou a árvore comigo, me agradeceu tanto... Hoje, ele está apaixonado, fala com todo mundo da árvore. Então, hoje acho que venci isso, teremos nossa ceia em casa com nossa árvore dos Vingadores”, comemorou.
Decoração se destaca e vira 'Casa do Papai Noel' em Santa Catarina
Fã apaixonada pelo Natal, a faxineira Juciara Dalbello, de 62 anos, estendeu a decoração para toda a casa ao ponto de torná-la conhecida como "Casa do Papai Noel" no bairro onde mora. "Sempre gostei muito do Natal, então ao longo do ano eu junto um dinheirinho, deixo guardado para fazer minha decoração.
As crianças são as que mais gostam, tiram fotos. Quando chega umas 19h30, 20h, eu já começo a acender as luzes e coloco as renas e os bonecos de Natal na varanda", conta Juciara. A tradição já dura oito anos na casa onde mora atualmente, na Rua Miguel Restrus, em Santa Catarina. Mas a ideia de fazer uma decoração diferenciada começou muito antes, quando morou em outros bairros.
"Comecei com uma luzinha aqui, outra ali, enfeitei a árvore que tinha no quintal. Quando vim morar aqui, comecei a enfeitar a fachada e hoje em dia vem gente de tudo quanto é lugar para conhecer e tirar foto. Vem gente de Maria Paula, do Boaçu, já veio uma senhora do Rio, um vai passando para o outro", completou. Mãe de dois filhos e avó de uma netinha de oito anos, Juciara conta ainda que faz tudo a partir das próprias ideias, sem ajuda da internet.