Praça abandonada em São Gonçalo continua ocupada por moradores de rua e usuários de drogas
Lixos se espalham pelo local

Há pouco mais de um mês O SÃO GONÇALO mostrou o abandono da Praça Chico Mendes (Praça da Bíblia), em Alcântara, que, sem manutenção, estava sendo ocupada de maneira desordenada pela população em situação de rua. Passados mais 30 dias da denúncia, nada foi feito, e a situação ficou ainda pior, já que um pequeno barraco foi montado no espaço.
Em outubro deste ano, a Prefeitura de São Gonçalo entregou a primeira parte das obras, orçadas em R$ 700 mil. O valor empregado na obra foi uma contrapartida exigida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para as obras de construção do Mercado Atacadão, no Alcântara. De acordo com o órgão, existe projetos para a área, entre eles a construção de um terminal rodoviário. Enquanto isso não acontece, a população clama por solução.
“Do jeito que está não pode continuar. Estamos perdendo vendas. Esse espaço virou uma cracolândia com venda e consumo de drogas à luz do dia. Quem mora aqui evita sair à noite. Alguém precisa tomar uma providência”, disse um comerciante que também é morador do local.
A aposentada Maria Gorete de Araujo, de 62 anos, moradora do Coelho, aprovou as obras, mas acha que outros bairros deveriam ser olhados.
“Sou moradora do Coelho e venho aqui porque faltam equipamentos como este no meu bairro. Acho que o prefeito deveria ter um olhar mais amplo. A situação dessa primeira praça é caótica. Eu evito passar ali. Seria maravilhoso se fosse criado ali uma área de convivência e leitura. São obras simples que mudariam a cara do bairro”, afirmou.
Resposta - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social informou que “são realizadas ações periódicas no local, inclusive junto à Guarda Municipal e equipes formadas por educadores e assistentes sociais. Os principais objetivos das abordagens são identificar famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, com direitos violados; promover ações de reinserção familiar e comunitária e garantir a cidadania destes”, disse em nota o órgão.
(Marcela Freitas)