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Homem contrai bactéria em hospital de SG e precisa de cirurgia

Mãe entra na Justiça para conseguir transferência do filho

relogio min de leitura | Redação 01 de dezembro de 2017 - 12:39
Fani mostra o laudo médico sobre o estado de saúde de seu filho
Fani mostra o laudo médico sobre o estado de saúde de seu filho -

“Eu peço, pelo amor de Deus, que salvem meu filho. Ele tem laudos que comprovam risco à vida e sua necessidade cirúrgica. Como mãe, se pudesse, eu trocaria de lugar com ele, mas não posso. Vê-lo definhando em uma cama de hospital sem poder fazer nada também está acabando comigo”. O depoimento emocionado é da dona de casa Fani Pacheco, de 62 anos, que há quatro anos luta para que seu filho Sergio Gomes da Conceição, 38, consiga receber um tratamento digno.

Internado, atualmente, no Hospital Municipal Luiz Palmier, no Zé Garoto, ele tem uma grande ferida na altura da bacia, que foi fraturada, por onde contraiu uma bactéria que vem se espalhando pelo corpo. Para controlá-la, ele necessita que suas pernas sejam amputadas e de antibióticos que atingem grande número de microorganismos, que não estão sendo ministrados na unidade de saúde.

 Sergio ficou paraplégico após receber cinco tiros durante um assalto. Desde então, ele já passou por vários hospitais, mas para que possa ser operado, a indicação é que ele vá para uma unidade de alta complexidade. “Não aguento mais saber que meu filho está sofrendo. São anos de luta, mas nunca perdi a esperança. Infelizmente, não tenho renda fixa e não posso pagar um tratamento para ele”, afirmou.

 Para tentar auxiliar a transferência, Fani entrou com pedido de tutela antecipada na Justiça, que foi deferida em caráter imediato. “Venho lutando da forma que posso para garantir a saúde do meu filho. Na última semana, o juiz deferiu o meu pedido, que deverá ser cumprido em, no  máximo, 30 dias. Levei ao hospital, mas não vi qualquer movimentação para transferi-lo”, lamentou.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que o paciente já está regulado no sistema estadual Sisreg. Somente quando ocorrer a liberação da vaga por parte do Estado, o paciente será transferido. Essa transferência não depende do município. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde foi procurada, mas não deu retorno até o momento desta publicação.

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