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Barco pesqueiro de Niterói naufraga e cinco pessoas estão desaparecidas

18 pescadores já foram resgatados

relogio min de leitura | Redação 10 de novembro de 2017 - 07:29
Família de moradores do Paraíso entra em desespero ao perceber que parente não estava entre os sobreviventes resgatados
Família de moradores do Paraíso entra em desespero ao perceber que parente não estava entre os sobreviventes resgatados -

Permanecem desaparecidos cinco pescadores que estavam a bordo da embarcação pesqueira “Nossa Senhora do Carmo I”, que naufragou na noite de quarta-feira em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Outros 18 pescadores, que também estavam no barco, foram resgatados com vida e chegaram, na noite de ontem, num cais, na Ilha da Conceição, em Niterói.


A embarcação, que tinha capacidade para 23 tripulantes, é considerada de ‘ponta’ e suportava até 100 mil quilos de carga. O barco foi reformado há pouco tempo e essa seria a primeira viagem.

De acordo com pescadores da região, os tripulantes, que em sua maioria moram em São Gonçalo e Niterói, pararam na tarde dessa quarta-feira em Jurujuba e em Itaipu para capturar iscas e retornarem para o mar aberto. Ao anoitecer, eles partiram da Região Oceânica de Niterói para completar a pescaria. “Eles já tinham mais de 50 toneladas de pescado no barco. Pegaram as iscas e voltaram para completar a carga. Com o peso do barco, deve ter sido impossível conter o naufrágio”, contou um pescador de Jurujuba.

Já em mar aberto, na altura de Angra dos Reis, a embarcação, que estava no piloto automático, começou a girar e tombou de lado, dando poucos minutos para que os pescadores pulassem do barco e disparassem um sinalizador.

“O barco de repente deu um tranco e parou. Não deu tempo de nada. Tinha colete para todo mundo, mas como íamos pegar com o barco afundando? Cada um teve que pensar rápido e agarrar o que podia. Eu me abracei num caixote e chamei um companheiro para ficar ao meu lado. Ficamos ali sem saber o que fazer por um bom tempo. Na hora, ninguém tinha certeza se voltaria para casa”, contou Alexandre Inácio, de 32 anos, que trabalha como pescador há 11 anos, ao chegar em Niterói e ser abraçado pela sua família, que aguardou sem notícias concretas durante toda a tarde. Assim como a família de Alexandre, outras dezenas de famílias passaram à tarde no cais, na Ilha da Conceição, aguardando informações sobre os pescadores.

“Assim como os familiares, eu também não tenho muita informação ainda. É um cruzeiro novo e estava em perfeito estado. Só sabemos que 18 funcionários foram resgatados e estamos aguardando a chegada deles, para poder confirmar quais são os desaparecidos. Coloco-me à disposição dos familiares e posso apresentar documentos que provam que o barco estava vistoriado e com tudo correto para fazer a pesca”, explicou Ricardo Moreira de Souza, de 33 anos, proprietário do barco e empregador dos 23 tripulantes.

Resgate – “Foi Deus quem nos colocou ali para que pudéssemos ajudar nossos irmãos. Porque no mar é um salvando o outro. Nós fizemos nossa missão”, disse Luciano de Souza, de 38 anos, contra-mestre da embarcação “Costa Amêndola”, que resgatou os 18 sobreviventes do náufrago. Desaparecidos – Permanecem desaparecidos João Manoel Mendonça de Abreu, o Tôro, José Alves da Silva, o Pará, João Manoel Martins Moreira, o Pinóquio, Márcio Braga e João Perestrero, o João Pedrada.

Em nota, a Marinha do Brasil informou que o Navio-Patrulha continuará com as buscas na região.

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