Professor coordena projeto de inclusão social através do esporte na UFF
Integração entre universidade e comunidade

Há 23 anos, o professor Aurélio Pitanga Vianna, do Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense (IEF/UFF), coordena programa “Inclusão Social Através do Esporte”, que vem mudando a vida de crianças e adolescentes para retirá-los da ociosidade e integrá-los à universidade no contraturno escolar.
O projeto que se iniciou com futebol foi ampliado e hoje oferece gratuitamente aulas gratuitas de lutas, natação e, em breve, danças. Dentro do projeto, há ainda o programa de natação adaptada, para pessoas com deficiência. São atendidas, atualmente, cerca de 150 crianças e adolescentes.
De acordo com o professor, que também é coordenador de extensão, o projeto tem como objetivo fazer do esporte ferramenta para a inclusão social e qualidade de vida. “Quando pensamos no projeto buscamos aproximar a comunidade do entorno com a universidade. Os alunos são de escola pública, e o programa é totalmente gratuito. Hoje temos uma fila de espera”, contou.
Ainda segundo Aurélio, além das atividades oferecidas, o programa conta com ciclo de palestras e atividades culturais, de saúde e conscientização e preservação do meio ambiente.
“Temos uma agenda de atividades e,a ideia é que o aluno se envolva com todo o meio universitário para que amplie nele a maneira de ver o mundo. Sempre explico, principalmente para a turma de futebol, que nem todos se tornarão jogadores renomados,mas que eles podem mudar sua história através da educação”, disse ele ao relembrar que os jogadores Vinícius Júnior, do Flamengo, e Dória, do Botafogo, passaram pelo projeto.
Para auxiliar nas atividades, o professor conta com apoio de alunos bolsistas e voluntários do curso de Licenciatura em Educação Física do IEF. Prestes a se aposentar, espera que o programa possa ter continuidade no futuro.
“Venho em todas as aulas para supervisionar. Já poderia estar aposentado, mas ainda não é a hora. Devo me ausentar no final de 2018 e desejo que as atividades continuem. Um projeto social precisa ter continuidade”, explicou.
O auxiliar de laboratório Alex Souza, 40 anos, há dois anos matriculou seu filho Rafael Torres, 7, no programa de natação inclusiva. Diagnosticado com autismo, o menino vem apresentando melhoras no convívio social.
“Hoje Rafael é outro menino. Bem mais tranquilo e calmo, ele consegue interagir com outras crianças”, afirmou.
A mais recente aluna é a pequena Angela Falcão, de 1 ano e 11 meses, que virou xodó de alunos e professores. A menina que é portadora de síndrome de down vem de destacando nas aulas.
“Essa é a nossa terceira semana e estou gostando bastante. Angela tem curtido muito essa atividade na piscina” , revelou Angélica Falcão, 38, mãe da menina.
Para participar os interessadas podem buscar informações sobre o programa na secretaria do IEF. As atividades são realizadas nas instalações do Instituto, no Campus Esportivo do Gragoatá.