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RJ-104 sofre com falta de manutenção e aumenta risco de acidentes

Vias paralelas também precisam de obras

relogio min de leitura | Redação 30 de outubro de 2017 - 09:06
>> O risco de acidentes é iminente em vários trechos, em ambos os sentidos São Gonçalo e Niterói
>> O risco de acidentes é iminente em vários trechos, em ambos os sentidos São Gonçalo e Niterói -

*ATUALIZAÇÃO: O São Gonçalo voltou ao local no dia 8 de Novembro, mas até então nenhum reparo foi feito.

Enquanto o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) afirma não ter verba disponível para intervenções na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), milhares de motoristas arriscam suas vidas diariamente trafegando pela importante via estadual. Com 25 quilômetros de extensão, uma das principais ligações entre os municípios de Itaboraí, Niterói e São Gonçalo sofre com a falta de manutenção. A privatização da estrada, que já chegou a ser cogitada, está descartada no momento.

Com enormes buracos que podem ser vistos em diversos pontos da RJ-104, motoristas precisam fazer verdadeiras “manobras profissionais”para não danificar seus carros e também desviar de outros veículos. O problema, no entanto, não é apenas a condição do asfalto. Viadutos também apresentam problemas estruturais e grandes concentrações de mato prejudicam a visibilidade em certos pontos.

Percorrendo a estrada de uma ponta a outra, a equipe de reportagem de O SÃO GONÇALO constatou diversos pontos críticos: no sentido Itaboraí alguns dos piores trechos ficam na descida do viaduto do bairro Maria Paula; nas proximidades da saída para Alcântara e em quase todo percurso em Santa Luzia.

Já para quem segue para Niterói, é preciso ter cuidado especial em Maria Paula, onde um grande buraco está tomando boa parte da lateral da pista. A descida da Caixa D’água, próximo à Alameda São Boaventura, também requer cuidados. Morador de Tribobó, o funcionário público Gilberto Nogueira, de 51 anos, precisa passar todo dia pela via e relata os problemas encontrados.

“Se eu não prestar atenção, acabo caindo nos buracos. Isso pode até causar um acidente grave. Tem crateras até nos retornos. Não adianta só fazer obras paliativas, aqui é necessário que se faça um conserto efetivo. Outro dia, um ônibus quase tombou na minha frente depois de cair num desses buracos”, reclamou.

Se nas condições normais, a situação de tráfego na via é complicada, nas noites de chuva passar pela RJ-104 vira um verdadeiro desafio. Com falta de iluminação e buracos alagados, é comum observar veículos quebrados no canto da pista.

“Acredito que 70% da pista estejam sem iluminação. Os postes estão lá, mas não funcionam. Isso dificulta muito. Com boas condições, o farol do carro sozinha é suficiente, mas do jeito que está não dá. Ainda tem locais com muito mato invadindo a pista, que dificulta ainda mais. Poucas pessoas podem falar que nunca amassaram uma roda aqui na RJ”, disse o motorista Alessandro Santos, 45.

Questionado pela reportagem de OSG, o DER afirmou, em nota, que tem feito “operações tapa-buracos em alguns trechos para dar maior trafegabilidade”. O órgão informou ainda que “continuará com este procedimento até a situação financeira do Estado ser normalizada". Em relação a possibilidade de privatização da rodovia, o Departamento comunicou que “por enquanto, não há previsão”.

Vias paralelas sofrem do mesmo problema

Se a RJ-104 está completamente abandonada, algumas ruas parelelas também passam pela mesma situação. Na região de Marambaia, a Avenida Franklin Roosevelt, que é uma importante ligação do bairro com o Apollo, tem buracos que estão impossibilitando a passagem de carros de passeio.

A falta de manutenção com o asfalto aliado a passagem de linhas ônibus são as grandes causas do problema. E quem mais sofre são os próprios motoristas dos coletivos. Durante a passagem da equipe de O São Gonçalo pelo lugar, diversos profissionais passaram reclamando da pista.

"Está uma vergonha. Fica muito difícil trabalhar desta forma", reclamou um motorista.

Para quem mora no Apolo, a condição da pista significa ter de andar mais alguns quilômetros para chegar ao bairro de moradia. Isso porque a via é a ligação mais utilizada pelos motorista, que agora precisam ir até Manilha, em Itaboraí, para conseguir fazer o retorno e seguir para o local.

"Se a gente não conseguir entrar por esta rua, temos de andar vais alguns quilômetros ou passar por baixo de um viaduto, que nem é uma passagem regular. É mais que necessária uma obra na rua", disse um homem que passava de carro.

Em nota, a prefeitura de São Gonçalo informou que "a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano irá enviar uma equipe ao local para verificar a demanda e tomar as devidas providências".

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