Prefeitura de São Gonçalo intensifica campanhas contra o mosquito Aedes aegypti
Em 2017 foram diagnosticados 766 casos de chikungunya

Visando a chegada do verão e o aumento do volume de chuva deste período, a Prefeitura de São Gonçalo iniciou campanhas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e o vírus zika. De janeiro a outubro deste ano, foram diagnosticados 766 casos de chikungunya, 1020 casos de zika e 2258 casos de dengue. No mesmo período do ano anterior, foram registrados 9.306 casos de dengue, seguidos de 294 de chikungunya e 185 de zika.
Quem já teve a doença espera nunca mais passar pelo sofrimento de ser picado pelo mosquito. Este é o caso da aposentada Luzia Diniz, de 83 anos, moradora do Mutondo, que foi diagnosticada com chikungunya em junho. Durante o período mais crítico da doença, ela foi seis vezes na emergência e desmaiou com as dores.
“O primeiro médico falou que era dengue, mas os sintomas eram de chikungunya. Senti muitas dores nas articulações que me acompanharam por meses. Fiquei com dificuldades de locomoção por conta disso. Não tinha forças para nada. Agora que estou me recuperando”, disse a idosa.
O cantor Waldecyr Aguiar também “sentiu na pele” o que é ser picado pelo mosquito. Como viaja muito, ele acredita ter contraído a doença no nordeste em fevereiro.
“Fiquei mais de um mês e meio deitado na cama. Não conseguia levantar e as dores eram insuportáveis. Eu gosto muito de jogar bola e, no começo, sentia muito o calcanhar. Quando fui diagnosticado com chikungunya, não conseguia movimentar os braços. A prevenção é muito importante. As pessoas precisam cuidar para não passar pelo o que eu passei”, relembrou.
Fêmea - Como parte das ações da Semana Nacional de Mobilização para o combate ao mosquito Aedes aegypti, a secretaria municipal de Saúde de São Gonçalo realiza ações em São Gonçalo desde segunda-feira. “O importante é eliminar os criadouros do mosquito para que ele não circule. A fêmea do Aedes, que é quem transmite a doença quando está infectada, vive cerca de 45 dias e pode colocar durante a vida, em média, 400 ovos que são capazes de resistir por mais de um ano mesmo longe da água, eclodindo assim que tiverem contato com a água”, explica o secretário de Saúde, Dimas Gadelha.