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Gonçalenses sofrem com falta de abastecimento de água em suas residências

Reservatório no Barro Vermelho está vazio

relogio min de leitura | Redação 24 de outubro de 2017 - 09:03
>> Desde agosto, quando teve início uma obra de reparo de tubulação na Rua Doutor Jurumenha, o reservatório está vazio
>> Desde agosto, quando teve início uma obra de reparo de tubulação na Rua Doutor Jurumenha, o reservatório está vazio -

Nem a proximidade com um dos maiores reservatórios de São Gonçalo, o Marques Maneta, garante o abastecimento de água aos moradores do Barro Vermelho. O reservatório, inaugurado em 2012, trouxe esperança para os moradores da Travessa Alberto Pita, que têm a falta d’água como problema crônico. Durante um tempo, a escassez foi solucionada. Entretanto, há quase três meses, as torneiras estão secas. Desde agosto, quando teve início uma obra de reparo de tubulação na Rua Doutor Jurumenha, o reservatório está vazio.

Para contornar a situação, os moradores precisam contar com a ajuda de pessoas que moram na parte baixa do bairro. Segundo eles, os moradores da parte alta, que sempre foi a mais prejudicada, precisaram construir tubulações com recursos próprios, para que a água chegue em suas residências. Uma bomba é ligada durante algumas horas, duas vezes por semana e, assim, o recurso natural é compartilhado entre os vizinhos.

O auxiliar de comunicação, Denilson Pacheco, de 42 anos, conta que foi prometida a entrega da obra em 25 de setembro, mas, quase um mês depois do prazo, o problema só piora.

“Todo mundo aqui está nesse sofrimento. A água só chega lá embaixo, não tem força para subir. Da pedra para baixo tem água, da pedra para cima não tem”, diz, se referindo a uma rocha que divide a rua. “O reservatório está zerado e a gente que sofre. Quando encher novamente, eu vou fazer uma cerimônia para reinaugurá-lo”, completou o morador.

Torneiras secas também na Covanca

Moradores da Covanca também sofrem com o problema que assola a população gonçalense. Não há abastecimento regular na região e, em alguns pontos do bairro, as torneiras estão secas há 15 dias. 

No Condomínio Vivendas de Neves, 48 famílias reaproveitam cada gota de água. A água da lavagem de roupas é usada nas descargas, o banho é feito com baldes, mas o racionamento não tem sido suficiente, uma vez que as caixas permanecem vazias.

A pensionista Vera Lúcia, 67, moradora da Travessa Nair dos Santos, está há 15 dias sem água e, por isso, foi passar uns dias na casa do filho, Marcelo Luiz Beça, 43.

Entretanto, desde quinta-feira, também não cai água na casa dele, localizada na Travessa Aparecida. O especialista em telecomunicações, disse que há dois anos eles não tem controle do abastecimento. A água cai em dias irregulares, e, quando cai, não tem força para subir até as caixas. 

"Nós temos que comprar engradados de água para beber e fazer comida. Para realizar as tarefas domésticas, precisamos ligar o ar condicionado e reaproveitar a água que ele produz. Com isso, os gastos só aumentam e não temos condições de manter custos tão elevados", reclama o morador.

Andreia Araújo, 45 anos, conta que toda vez que entra em contato com a Cedae, é informada que a falta é ocasionada pela estiagem. Porém a falta de abastecimento é constante e independe do período de chuvas.

"Eu precisei comprar uma bomba para conseguir encher a caixa quando cai água, mas meu reservatório é de 1000 litros, então só dura cerca de dois dias. No restante da semana, eu não tenho o que fazer. Sempre que ligamos para a Cedae eles dão a mesma resposta, mas nada é feito para mudar. Nós não aguentamos mais esse abandono", desabafou a dona de casa.

Cedae promete amenizar problema

A Cedae informou a O SÃO GONÇALO que "a rede de abastecimento teve sua pressão reduzida devido a reparo em tubulação, que já foi concluído, e em reservatório previsto para ser finalizado em 20 dias. A companhia prometeu ainda realizar manobras na rede de distribuição para reforçar o fornecimento de água no Barro Vermelho", disse em nota. 

A Cedae informou também que "vem trabalhando para diminuir o impacto da estiagem com manobras operacionais em sua rede e ações permanentes de informação à população. É fundamental neste momento a conscientização da população para o uso da água de forma equilibrada".

"Clientes da Cedae que estejam adimplentes com a companhia e possuem cisterna e/ou caixa d’água apropriadas para armazenamento de água podem pedir o fornecimento de carros-pipa à agência de atendimento ou pelo telefone 0800-282-1195", completou a Cedae. 

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