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‘Setembro Amarelo’ mobiliza o Centro de Valorização da Vida

Palestras em escolas durante o mês

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de setembro de 2017 - 10:10
A campanha nacional visa alertar para a prevenção do suicídio
A campanha nacional visa alertar para a prevenção do suicídio -

Por Daniela Scaffo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, pelo menos, 32 brasileiros tiram a própria vida todos os dias. Cerca de 28 delas poderiam ter sido poupadas com a prevenção correta, se não fossem os tabus e mitos. No mês em que se celebra o “Setembro Amarelo”, marcado pela realização do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio no 10º dia útil, organizações realizam campanhas pela causa.

A campanha do “Setembro Amarelo” acontece desde 2014, por meio de mobilizações com a cor específica e divulgação de informações. O objetivo é a conscientização para alertar a população a respeito do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

O Centro de Valorização da Vida (CVV), que presta serviço voluntário e gratuito de apoio, é uma das instituições mobilizadoras da campanha. A organização realizará palestras durante o mês em escolas e está organizando ainda uma mobilização na Praça Luiz Palmier, no centro de São Gonçalo, que deve acontecer no próximo dia 12.

“Esse é um mês em que somos muito solicitados para realizarmos palestras. O Setembro Amarelo é o momento de colocar o assunto suicídio em discussão, já que é uma questão de saúde pública”, explicou um dos integrantes da comissão de divulgação do CVV-SG, João Alexandre Souza.

Cerca de 90% dos casos são previníveis por meio da informação e oferta de ajuda, segundo a OMS, mas o número cresceu em 30% nos últimos 25 anos. A depressão é um dos fatores de risco fundamentais, e que muita das vezes não é tratada da forma como deveria, segundo João Alexandre.

“Acontece um caso a cada 45 minutos, sem levar em consideração as tentativas. O Brasil, inclusive, está na oitava posição em número de suicídios na tabela mundial. A depressão é um dos fatores de risco, mas é uma doença diagnosticável e tratável. Inclusive os dados revelam que a cada 100 pessoas com depressão, 15 pensam em suicídio. Se alertarmos a população a respeito do assunto, é possível diminuir bastante esses números”, argumentou João Alexandre.

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