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Famílias pedem R$1 milhão

Advogado de vítimas de acidente de trânsito quer valor por danos morais e materiais

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 14 de julho de 2017 - 10:00
Thaynara perdeu a perna esquerda na colisão e Aline perdeu a filha Letícia, que tinha 21 anos
Thaynara perdeu a perna esquerda na colisão e Aline perdeu a filha Letícia, que tinha 21 anos -

Por Marcela Freitas

“Na semana passada, minha filha fez (faria) 22 anos e passei o dia ao lado do túmulo dela”. O desabafo é da artesã Aline Coelho da Silva, 39, mãe da universitária Letícia Coelho de Souza, que morreu atropelada por um carro dirigido pelo pastor evangélico Valdir Brasil, em setembro do ano passado, em Niterói. A amiga dela, Thaynara Félix do Nascimento, 21, teve a perna esquerda amputada no mesmo acidente. Letícia morreu depois de um mês internada. Já Thaynara caminha com ajuda de uma prótese.

Quase um ano depois, as famílias das duas jovens ainda tentam se recuperar da tragédia, e acionaram o pastor na Justiça por uma indenização no valor de R$ 1 milhão. Ele responde também a ação na 1ª Vara Criminal de Niterói. Este foi o acalanto encontrado pelas duas famílias, que garantem que ficaram desamparadas após o acidente.

As duas são assistidas pelo advogado especialista em trânsito, Marcio Dias, que diante da gravidade do caso, pediu 500 salários mínimos para cada uma das vítimas pelos danos morais e materiais. “O réu demonstrou total descaso e falta de compaixão com as vítimas. Diante dessa falta de iniciativa, a família buscou a Justiça”, apontou.

Thaynara explica que a ação é um “grito” por Justiça. “Queremos que isso que aconteceu conosco sirva de exemplo e não fique impune. Nenhum dinheiro vai devolver a vida que tinha antes. Se eu pudesse escolher, não queria passar por isso e preferiria ter a minha perna e minha amiga ao meu lado, mas infelizmente não é uma questão de escolha. Queremos que ele seja punido pelo descaso e pela imprudência que cometeu”, afirmou.

Aline disse que não conseguiu superar a dor. “Deixei o tratamento psicológico porque me pediram para me desfazer das coisas dela e não ir mais ao cemitério. Não consigo fazer isso. A dor é insuportável”, afirmou.

O pastor Valdir foi procurado, mas não foi encontrado. A reportagem ligou para a sua igreja e um funcionário informou que ele iria retornar a ligação, o que não aconteceu até o fechamento dessa edição.

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