Faltam professores em escola municipal de SG

Por Renata Sena
Passado o primeiro semestre de aulas na Escola Municipal Alberto Torres, no Mutondo, em São Gonçalo, a falta de professores ainda é um problema na instituição. Enquanto um estudante de 11 anos, portador de necessidades especiais, ainda aguarda um professor de apoio para acompanhá-lo em sala de aula, outros estudantes são liberados mais cedo ou convivem com salas lotadas, tudo por causa da falta de professores.
Mesmo demonstrando muita paciência, a auxiliar de enfermagem Gerlucia dos Santos, de 52 anos, mãe do pequeno Daniel dos Santos, de 11 anos, pede ajuda para ter o direito do filho atendido. “A gente até entende os problemas do município, mas fica difícil esperar tanto tempo. Eu tenho calma, mas tem duas coisas que não podem esperar: a fome e a educação”, desabafou, informando que há meses espera um professor de apoio para seu filho, que tem uma má formação no sistema nervoso e, depois de uma cirurgia, precisa usar cadeira de rodas. Mas a falta de professor não atinge somente os alunos especiais. Estudantes do 2º ano estão sendo liberados antes do horário da saída por não ter a grade completa de professores. “É ruim, pois eles saem cedo e não aprendem tudo que poderia aprender. Outro problema é que algumas turmas estão sendo unificadas para aproveitar um professor só. Com isso, todos saem prejudicados, pois minha filha assiste aula em uma sala lotada”, contou uma dona de casa, de 35 anos, que preferiu não se identificar.
A assessoria de imprensa da Secretaria municipal de Educação informou que está ciente sobre a carência de professores e que já convocou, nos últimos meses, professores de Português aprovados em concurso. Esclareceu, ainda, estar em processo de contratação de professores de apoio, que atuam com crianças especiais, e planeja convocar os professores docentes II - os quais são reclamados neste caso - no segundo semestre.