Ativistas do funk se posicionam contra projeto de criminalização

Por Juliana Bittencourt
Uma sugestão legislativa do microempresário Marcelo Alonso, de 46 anos, que propõe o fim das atividades relacionadas ao funk, foi encaminhada para o Congresso Nacional e tem causado grande polêmica.Entre seus argumentos, Alonso alega que o funk é uma forma de exaltar o crime e responsável pela propagação de uma apologia do mal. Além disso o ritmo incentivaria, segundo ele, a danificação do patrimônio público e a falta de respeito ao público feminino. Em São Gonçalo, a ONG Funk Social e o MC Douglas Vieira se posicionaram sobre o projeto, que ainda não tem previsão de data para debate e tem como relator o senador Romário (PSB/RJ).
O coordenador geral da ONG, José Renato Pereira, 34, acredita que a criminalização do funk é um equívoco e um retrocesso, pois o ritmo oferece aos jovens a oportunidade do jovem se conhecer como artista, afastando-o do crime através do interesse pela música. “Atualmente, nossa ONG atende cerca de 70 adolescentes. São pessoas que poderiam estar no crime e até tem amigos envolvidos, mas optaram por fazer arte e conhecer melhor o funk. Nossa ONG incentiva a produção de letras com uma pegada social e educativa e buscamos combater a erotização e a apologia ao crime”, explicou.