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Doentes estão sem atenção

Pacientes de São Gonçalo ficam sem medicamentos e materiais para manutenção da saúde

relogio min de leitura | Redação 09 de junho de 2017 - 11:00
Leandro precisa de imussuprex e da bolsa de colostomia
Leandro precisa de imussuprex e da bolsa de colostomia -

Por Marcela Freitas

Os moradores sofrem com a precariedade nos serviços públicos relacionados à saúde em São Gonçalo. A distribuição de materiais e remédios essenciais para portadores de doenças crônicas não é feita desde o fim do ano passado e os pacientes têm que se desdobrar para manter seus tratamentos. Estes são os casos de quem precisa de bolsa de colostomia e de insulina na rede municipal.

Pacientes que dependem de bolsa de colostomia reclamam que a distribuição não é feita desde setembro, o mesmo acontece com o medicamento imussuprex. De acordo com o motorista aposentado Leandro Gomes Manfredo da Silva, de 38 anos, portador da Doença de Crohn e que faz uso dos insumos desde 2013, ele encontra dificuldades para receber as bolsas que deveriam ser oferecidas aos pacientes.

De acordo com Leandro, até setembro do ano passado, os pacientes ostomizados recebiam tratamento diferenciado no Núcleo Especializado de Reabilitação para Pacientes Portadores de Colostomia e Urostomia, no Centro de São Gonçalo, o que não acontece mais. “No núcleo, tínhamos um tratamento de primeiro mundo com médicos de diferentes especialidades. Lá, recebíamos também as bolsas e as medicações. Mas, há nove meses, a nossa situação ficou bastante complicada. Já fui várias vezes buscar os insumos e eles alegam que estão em falta”, disse ele, que ganhou algumas bolsas de um amigo que perdeu um familiar. Não é todo mundo que pode comprar. O valor da bolsa varia de R$ 20 a 50 cada e, por mês, usamos cerca de 10. É um custo bem alto. O mesmo acontece com o medicamento que estou comprando por R$ 120 a caixa, que também está em falta”, explicou.

O mesmo problema é enfrentado pelo comerciante Charles Ribeiro, 35. “Há dois anos, faço uso de bolsa de colostomia devido a Doença de Crohn. Pegava, todo mês, o material no Núcleo de Pacientes Ostomizados de São Gonçalo. Mas, desde o mês setembro, ela não é fornecida. Isso é um desrespeito com as pessoas”, reclamou.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que o Centro de Ostomizados está funcionando e a distribuição de bolsas não é o único serviço oferecido. Também tem atendimentos de orientação nutricional, fisioterapia, promoção e prevenção à saúde, além de consultas em geral. Os insumos estão em processo licitatório e, em breve, o problema será resolvido, sendo a saúde uma das prioridades do prefeito José Luiz Nanci.

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