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Alunos ‘aprendem’ a limpar escola em SG

relogio min de leitura | Redação 07 de junho de 2017 - 15:00

Falta de funcionários, trabalho em dupla função, alunos fazendo faxina e muita insegurança. Esses são alguns dos problemas enfrentados por alunos e profissionais de educação que atuam na Escola Municipal Beatriz Eliane Cordeiro Santos, na Vila Candoza, em São Gonçalo.

De acordo com pais de alunos, professores e coordenadores são obrigados a trabalhar em outras funções, já que a Secretaria Municipal de Educação não disponibiliza profissionais para atuar na unidade. Com isso, a pedido da direção da unidade, coordenadores estariam sendo orientados a preparar a merenda dos estudantes, já que não há merendeiras. Além disso, alunos e professores estariam fazendo faxina nas salas para que as aulas possam acontecer.

“Os alunos estão sendo prejudicados com essa falta de investimentos. Muitos funcionários que estão exercendo dupla função estão adoecendo e as aulas estão ficando vagas. Se os professores não limparem a escola, as aulas não podem acontecer. Esse descaso é absurdo”, disse a mãe de um aluno. Ainda segundo ela, um professor do 5º ano que entrou em defesa dos alunos, foi dispensado da unidade. “Um professor saiu porque não aceitou as condições impostas para alunos e profissionais”, afirmou. A diretora do Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) São Gonçalo, Michele Alvarenga, disse que foi o próprio profissional que pediu para ser remanejado da escola por conta de problemas enfrentados na unidade. As demais denúncias, no entanto, ainda não foram notificadas ao sindicato. “Para que o Sepe possa apurar essas denúncias, é preciso que os envolvidos denunciem”, afirmou.

Além dos problemas enfrentados dentro da escola; para chegar à unidade, alunos e profissionais precisam passar por barricadas espalhadas em parte da Estrada do Coelho, o que deixa o ambiente de trabalho ainda mais vulnerável.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que a escola recebeu três profissionais em abril, que estão responsáveis pela merenda e pela limpeza. No entanto, admitiu que o quadro de funcionários não é o ideal e que a carência de profissionais é um problema crônico da rede e tem sido enfrentado pela atual gestão. A nota diz ainda que a direção da escola desempenha trabalho de incentivo ao cuidado do espaço público e do meio ambiente com os alunos e que o caso do professor está sendo apurado. (Marcela Freitas)

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