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Polícia apura agressão à guarda em SG

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 13 de abril de 2017 - 10:50
Imagem ilustrativa da imagem Polícia apura agressão à guarda em SG

Por Marcela Freitas

Em uma semana em que todo o Brasil está discutindo um tema recorrente, que é a violência contra a mulher, a guarda municipal de SG, Adriana Pereira, 33 anos, sentiu na pele a “dor”, de ser agredida. A trabalhadora estava no exercício de sua profissão quando levou um soco no rosto, desferido pelo chefe de gabinete do vereador Lucas Muniz (PMN), Henrique José Rodrigues da Silva, mais conhecido como Erick, que não concordava em ser multado em uma operação para ordenamento do trânsito na Praia das Pedrinhas, em SG.

O delegado do Sindicato dos Guardas Municipais, Marcus Vinicius Sá, disse que encaminhará uma carta de repúdio ao prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, ao presidente da Câmara de SG, Diney Marins, e também para o secretário de Segurança Pública da cidade, Jorge de Albuquerque Maranhão, cobrando providências. Na próxima semana, acontecerá também uma manifestação na Câmara, onde os agentes pedirão a palavra, durante a plenária.

De acordo com a Adriana, a agressão se deu durante operação para coibir o estacionamento irregular na orla da praia. O assessor teria se recusado a tirar o veículo estacionado em local proibido e teria dito à guarda: “Você está me multando, sua piranha?”. Com sua afirmativa, ele teria desferido um soco em seu rosto e ela acabou caindo. Um outro colega de profissão tentou intervir com uma arma de choque não letal, que acabou falhando. Erick teria tentado correr e atirado uma cadeira de plástico em direção aos agentes.

O agressor acabou imobilizado, e neste momento o vereador Lucas Muniz teria, segundo Adriana, se valido de sua influência para tentar intimidá-la. Ele teria, inclusive, ligado para o chefe da guarda, solicitando sua remoção. Com auxílio dos outros guardas municipais, todos os envolvidos foram levados à 73ªDP (Neves), onde o caso foi registrado.

“Foi a primeira vez que passei por isso. Estava no exercício de minha função quando fui covardemente agredida. Isso não pode ser naturalizado. Quando estava na delegacia, me chocou ver uma mulher entrando, toda machucada, por ter apanhado de seu companheiro. Por essa razão, estou buscando forças para resistir e lutar”, afirmou.

O chefe de gabinete contou que acabou sendo exonerado pelo vereador, ontem, por conta do episódio. Ele disse, que também foi vítima e que pretende processar a guarda por danos morais e pelo sumiço do chip de seu celular. Ele acrescentou ainda que desferiu o golpe com intuito de se defender, já que Adriana teria apontado a arma de choque em sua direção e, por ter problemas cardíacos, ele poderia morrer caso fosse atingido.

“Ela tomou a frente de seus companheiros e estava se comportando como um homem, na tentativa de me enfrentar”, declarou, afirmando que o episódio “mancha o trabalho da Guarda Municipal.

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