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Uerj sem previsão de retorno

Estudantes fazem movimentos para manter o campus da universidade em São Gonçalo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de março de 2017 - 10:00
Mariza de Paula elogiou a iniciativa dos alunos e disse que toda sociedade pode se envolver
Mariza de Paula elogiou a iniciativa dos alunos e disse que toda sociedade pode se envolver -

Por Cyntia Fonseca

O primeiro dia de realização de matrículas para calouros na Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (FFP-Uerj), no Paraíso, em São Gonçalo, contou com movimento de veteranos de diferentes cursos. O segundo semestre referente a 2016 ainda não tem previsão de início das aulas e os calouros não sabem nem em que ano vão começar a faculdade. Universitários que deveriam ter terminado o último período em dezembro de 2016 também aguardam o retorno das aulas para concluírem a graduação.

Além da recepção aos calouros, pelo menos cem veteranos se mobilizaram para não deixar o campus parado enquanto as aulas não retornam. “Era para ter, pelo menos, dez funcionários na limpeza e só temos dois. O campus continua com falta de profissionais também na segurança e na manutenção. O salário de fevereiro ainda não foi pago”, resumiu Luan Luiz, 21, aluno do 5º período de História.

Vice-diretora da FFP-Uerj, Mariza de Paula Assis, conta com ajuda da sociedade para manter o campus com atividades. “A Uerj não é só de quem trabalha aqui, mas do Estado, dos alunos, de toda população. Seria interessante se a sociedade também se mobilizasse para cuidar do campus. São três mil alunos, três blocos de prédios, além da biblioteca”, declarou.

Embora o dia de matrículas tenha ocorrido normalmente, ainda não há nenhuma expectativa de retorno às aulas ainda para o período relativo ao segundo semestre de 2016. Com isso, muitos alunos seguem preocupados com o atraso na formação. “No ano que vem, teremos que ter três períodos para compensar o atraso pelo recesso das aulas. Em vez de iniciar o 2017.1 agora, vamos começar ainda o 2016.2. Praticamente não teremos férias, fora a correria dos professores de passar a matéria em menos tempo, o que também prejudica o aprendizado”, explicou Isabelle Capetine, 22, que espera para cursar o último período de Letras.

Recém-chegada à FFP, Aline Hora, 18, foi ao campus para realizar a matrícula e espera que a situação se normalize o quanto antes. “É uma situação que já vem se arrastando há um tempo, mas tenho esperança que as aulas voltem logo, pois estudei bastante para isso”, disse.

Reunião – A assessoria de imprensa da Uerj informou que haverá uma reunião, hoje, para avaliar as condições mínimas para o retorno das aulas.

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