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SG perde ‘o grande chef’

Assis da Costela com Inhame, como era conhecido, morre em decorrência de embolia pulmonar

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 11 de março de 2017 - 10:00
Cerca de 150 pessoas foram ao sepultamento de Assis no Cemitério Parque da Paz na tarde de ontem
Cerca de 150 pessoas foram ao sepultamento de Assis no Cemitério Parque da Paz na tarde de ontem -

Por Marcela Freitas

Amigos e familiares deram o último adeus ao comerciante cearense Assis Firmino de Carvalho, de 65 anos, mais conhecido como Assis da Costela com Inhame ontem. O comerciante morreu, na noite da última quinta-feira, vítima de uma embolia pulmonar. Há algumas semanas, Assis – que já havia vencido uma batalha contra o câncer, queixava-se de falta de ar, mas nenhum exame detectou o problema e sua morte pegou todos de surpresa.

Muito querido, Assis era um dos mais antigos comerciantes de Alcântara e mantinha seu restaurante no mesmo endereço há mais de 30 anos. De acordo com o irmão mais velho de Assis, o aposentado Antônio Firmino, Assis nasceu na cidade de Nova Rússia, no interior do Ceará. De uma família de cinco irmãos, ele trabalhou na roça, mas sempre se destacou no comércio dos produtos.

Ele chegou ao Rio, em 1969, em busca de um futuro melhor. Já na casa de seu irmão, que vivia aqui, ele trabalhou durante anos em restaurantes no Rio. Em 1976, já com vocação para o comércio, abriu seu empreendimento de venda de pães e leite. A venda de costela com inhame começou em 1982, após Assis abrir um bar. “Ele ficou pensando no que poderia fazer para tira-gosto e comprou costela, batata e inhame. Deu tão certo que ele passou a vender, exclusivamente, esse prato”, disse Antônio.

O irmão contou que a partida repentina de Assis é muito sentida por conta de seu caráter. “Não tem quem não goste dele. Ele ajudava a todos, independente de ser ou não da família. Tinha um coração enorme. Era um batalhador e trabalhava sem descanso. Mantinha seu comércio e, graças ao seu trabalho árduo, conseguiu dar estudos aos dois filhos”, afirmou.

Casada há 29 anos com Assis, com quem teve dois filhos, Sônia Muniz, 51, disse lamentou o fato do marido não ter deixado de trabalhar. “Ultimamente, falávamos de nos desfazer do comércio para que pudéssemos descansar. Fico triste por ele não ter podido fazer isso. O Assis trabalhava muito. O que me conforta, neste momento, é saber o quanto ele era querido. Meu marido só vai deixar boas lembranças”, afirmou.

Assis foi sepultado, na tarde de ontem, no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco. O jornal O SÃO GONÇALO lamenta profundamente o falecimento de Assis, que era um grande leitor e admirador de OSG. O jornal está de luto e presta condolências aos familiares e amigos de Assis.

Ele participava de todo processo

Em entrevista a O SÃO GONÇALO, em dezembro de 2012, Assis contou como surgiu sua fama. “No início, fazia igual a todo mundo. Aí, percebi que, para sobreviver, precisava de algo diferente. Um dia, vi uma costela bonita pendurada no açougue e um inhame perfeito na quitanda. Então, pensei. Vou fazer uma costela com inhame. Assim, nasceu há 28 anos (à época) o meu carro-chefe, que é sucesso até hoje”, narrou Assis, que fazia questão de participar de todo o processo. “Compro, descasco e preparo o inhame com minhas próprias mãos. É a minha marca”, completou.

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