Família acusa a administração do Maruí de sumir com nicho particular

Três anos após a morte de seu irmão, Antônio Carlos Lima Junior, 29, a técnica de segurança do trabalho Andreza Lima, 34, e sua mãe Maria Inês Oliveira, 59, ainda sofrem. Se não bastasse a saudade, elas travam uma batalha com a administração do Cemitério Maruí, no Barreto, para garantir que a ossada seja transferida para um nicho que pertence à família. Antonio faleceu em 21 de outubro de 2013 e foi sepultado na Confraria Nossa Senhora da Conceição. Como é necessário que a família dê uma destinação aos ossos, eles entraram em contato com o Maruí e pediram que a ossada de Antônio fosse transferida para lá. Foi então que começaram os problemas. Segundo Andreza, a família tem direito a dois nichos, sendo que um deles, a administração alega que não existe mais após um desabamento provocado pela enchente de 2010.
Nos editais, no entanto, não constam o desaparecimento desse nicho. Mesmo assim, ela pediu transferência da ossada para o nicho que está disponível. Entretanto, a administração estaria dificultando. “Já fizemos tudo o que foi pedido e tirei todas as certidões necessárias. Estamos desde outubro solicitando essa remoção. Sem respostas, abrimos um processo na prefeitura, mas nem assim encontramos uma solução”, disse.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Niterói informou que já enviou o processo para a Secretaria de Obras. Qualquer informação sobre o andamento do processo será repassado pela administração do Cemitério Maruí. (Marcela Freitas)