Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Paralisação nos Correios prejudica a entrega de encomendas em S. Gonçalo

relogio min de leitura | Redação 11 de fevereiro de 2017 - 10:30
Elizabeth e Rosane não conseguiram retirar produtos e correspondências em unidade do Colubande
Elizabeth e Rosane não conseguiram retirar produtos e correspondências em unidade do Colubande -

A paralisação dos funcionários dos Correios vem prejudicando a entrega de encomendas e cartas simples, em São Gonçalo. Há uma semana, o Centro de Distribuição dos Correios, em Alcântara, São Gonçalo, reduziu o atendimento em 60%. O Movimento levou um corrida dos clientes aos centros de distribuições em busca das encomendas. No entanto, em muitos casos, clientes não conseguiram retirar as compras.

O motorista Leandro Dias, de 34 anos, comprou dois medicamentos e vinha acompanhando movimentação pelo código de rastreio. A última informação recebida sobre o produto dizia que a entrega havia sido ‘interrompida temporariamente’.

“Vim para ver o que está acontecendo com a minha encomenda. Em um dia eles falam que saiu para entrega, no outro que foi suspensa. Preciso do produto e vim buscar informação, mas ele não foi localizado”, lamentou.

Quem também saiu com as mãos vazias foi a funcionária pública Elizabeth Barbosa, 61. “Comprei um filtro de água que espero desde novembro. A loja fala que está à disposição no Centro de distribuição do Colubandê, mas chego aqui e não tem nada. Já não sei mais o que fazer”, comentou.

Moradora de Vista Alegre, a vendedora Rosane da Silva foi buscar informações sobre suas correspondências simples que não estão sendo entregues. “Moro numa rua de grande movimento e não há razão para alegarem área de risco ou qualquer outro motivo”, disse.

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio (Sintect-RJ), Marcos Sant’Aguida disse que o movimento é pontual, mas uma assembleia, marcada para o próximo dia 11 de março, vai decidir sobre a greve.

De acordo com Marcos, os funcionários reivindicam melhores condições de trabalho e de infraestrutura do Centro de Distribuição, além de contratação de pessoal. “Conseguimos a contratação urgente de cinco funcionários terceirizados, mas não é o bastante. Os correios não investem no funcionário, infraestrutura e climatização”, criticou.

Em nota, os Correios informaram que a unidade de Tribobó retornou hoje (ontem) ao trabalho. Já a do Alcântara retornará na próxima segunda-feira. Para manter a regularidade das entregas durante a paralisação parcial foi montado um plano especial.

Matérias Relacionadas