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Obras interrompidas deixam moradores a pé na Trindade

relogio min de leitura | Redação 26 de janeiro de 2017 - 12:00
Para evitar o tráfego de ônibus pela via esburacada, moradores interditaram a via com barreiras
Para evitar o tráfego de ônibus pela via esburacada, moradores interditaram a via com barreiras -

O mau estado de conservação das ruas da Trindade, em São Gonçalo, tem obrigado motoristas de ônibus a mudar a rota diariamente. O bairro que conta com três linhas de ônibus intermunicipais e uma municipal sofre, desde novembro, com a interdição das vias que estão intransitáveis.

Para impedir que os ônibus acessem as outras vias, moradores estão colocando “ barricadas” nas ruas paralelas e transversais e, com isso, quem precisa pegar os coletivos tem que andar quase 1 km para chegar até a praça do bairro.

Segundo moradores, os problemas começaram após o início das obras do sistema de saneamento em alguns bairros de São Gonçalo, realizada pela Secretaria Estadual de Ambiente (SEA). As intervenções planejadas para serem executadas no prazo de 36 meses (três anos), teriam sido abandonadas antes que as vias fossem recuperadas, de acordo com os moradores.

“Com o fim das obras as vias danificadas não receberam a pavimentação adequada. A rede coletora de esgoto está entupida e o resultado são buracos em toda a extensão e água suja. Não tem condições de nenhum veículo circular por aqui”, disse o pastor Fernando Branco, sobre a Rua Macaé, via por onde circulava os ônibus, e que está interditada há três meses.

Com a interdição da via principal, moradores fecharam as ruas Cidade de Campos, José Mana Junior, Uruguaiana e Tabajara. “Todas as ruas sofrem com o vazamento de esgoto. Isso danifica a pavimentação. Nos vimos obrigados a fechar as vias antes que os problemas tomem ainda maiores proporções”, afirmou.

O técnico de elétrica Hermes Portugal, 47 anos, contou que para pegar os coletivos a melhor opção é caminhar até a praça. “Não há itinerário certo para os motoristas. A cada instante uma rua é fechada. O que mais nos entristece é que nada é feito para melhorar. Esse é um problema crônico do bairro. Espero que a nova gestão nos devolva o direito de ir e vir”, contou.

De acordo com a SEA, a obra está em andamento e tem objetivo a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Alcântara e o assentamento de cerca de 92 km de redes de esgoto da cidade. Para isso, existem diversas etapas técnicas que devem ser executadas como: o corte do asfalto; abertura das valas; assentamento da tubulação; implantação das ligações domiciliares que ligam a rede de esgoto às residências; fechamento das valas; asfaltamento provisório sobre o corte da vala; reparação de possíveis interferências na rede de águas pluviais, se ocorrerem problemas durante as escavações e o asfaltamento definitivo de toda a rua

“As ruas Macaé, Av. Cidade de Campos e José Mana Junior se encontram com asfaltamento provisório; e a Rua Uruguaiana está com o asfalto provisório parcialmente executado. Atualmente, faltam em torno de três quilômetros de ruas para que todas estejam com o asfalto provisório, etapa que será concluída na 2ª quinzena de fevereiro. O asfalto definitivo segue uma programação de obras de acordo com cada área”, informou a SEA.

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