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Terreno de Neves é usado como ‘lixão’

relogio min de leitura | Redação 25 de janeiro de 2017 - 11:30
 Em Neves, o problema do despejo de lixo é antigo e recorrente
Em Neves, o problema do despejo de lixo é antigo e recorrente -

Por Marcela Freitas

O lixo está espalhado por toda São Gonçalo por problemas na coleta. No entanto, em um terreno na Rua Dona Feira, em Neves, o problema é antigo, recorrente e alvo de reclamações de moradores e comerciantes. Câmeras de monitoramento foram instaladas pela Prefeitura, na gestão passada, para inibir o despejo no local e multar os responsáveis. Embora tenha dado alguns resultados, o acúmulo de detritos nunca deixou de acontecer.

Alguns moradores afirmam que há pessoas que jogam lixo no local. Chegam em carros e caminhões, mas muito do que é depositado ali é oriundo da feira que acontece aos domingos na via. Por conta disso, muitos comerciantes sofrem com a invasão de moscas em seus estabelecimentos. “Temos que ficar o tempo todo colocando inseticida para evitar um ataque de moscas. As vendas caíram muito. É complicado até ficar com a boca aberta”, reclamou a vendedora Maria dos Santos, 65.

Uma outra comerciante, que pediu para não ser identificada, disse que caminhões vêm de longe para despejar lixo na área. “Esse terreno estava cercado e, por um tempo, permaneceu limpo. Mas tiraram a cerca e voltaram a despejar lixo aqui. Acho que as câmeras não estão funcionando e isso favorece o descarte irregular de lixo”, afirmou. Em nota, a subsecretaria de Infraestrutura informou que a limpeza do local está no plano de coleta emergencial para os próximos dias.

Trindade – No último sábado, O SÃO GONÇALO publicou o drama de moradores da Trindade que conviviam com o despejo irregular de lixo em terreno baldio na Rua Cuiabá com Curitiba há três meses. Um dia após, todo o lixo foi recolhido.

De acordo com o conselheiro tutelar Arthur Poubel, 33, um empresário ficou sensibilizado com a situação e ajudou com maquinário para a retirada dos detritos. Ainda segundo Arthur, o grande problema é manter a área limpa. “O abandono do espaço leva as pessoas a usarem de maneira inadequada. Estamos nos indispondo com as pessoas para evitar o retorno do problema”, afirmou.

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