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Problemas na fronteira

relogio min de leitura | Redação 15 de janeiro de 2017 - 09:40
 A pedagoga Rose Souza, 52, mora em Marambaia, no lado de São Gonçalo a quem paga IPTU, mas não vê melhorias na sua rua
A pedagoga Rose Souza, 52, mora em Marambaia, no lado de São Gonçalo a quem paga IPTU, mas não vê melhorias na sua rua -

O compartilhamento da administração do bairro de Marambaia entre as prefeituras de Itaboraí e São Gonçalo, tem deixado os moradores do local ‘à deriva’, sem saber a quem recorrer. Há muitos anos, as gestões municipais, deixaram de investir efetivamente na região, já que o limite territorial não é bem entendido. Esse impasse levou pequenos problemas a ganharem grandes proporções.

Mas agora, os moradores esperam que com as novas gestões, essas questões possam ser solucionadas. Moradora da parte de São Gonçalo, a pedagoga Rose Souza, 52 anos, conta que foi ela a responsável, por conseguir que seu endereço, na Rua Liberdade, fizesse parte de São Gonçalo. “Me mudei para cá há 20 anos. Na época o IPTU era pago a Itaboraí, mas o município não fazia nada com a justificativa que morávamos em São Gonçalo. Juntamos uma comissão e conseguimos que há 10 anos o IPTU fosse repassado para São Gonçalo, mas desde então, aguardamos as obras de melhorias que nunca aconteceram”, afirmou. Rose conta que o bairro não tem água encanada, as ruas estão sem pavimentação e a iluminação pública só é garantida por vereadores da região, que costumam doar as lâmpadas. “O bairro de Marambaia está esquecido. É o ‘filho feio’ que ninguém quer cuidar. Aqui temos muitos terrenos baldios que oferecem insegurança. Deveria haver uma fiscalização. As ruas estão esburacadas e basta chover um pouco para formar grandes poças. Acredito que com a nova gestão, seremos visto”, afirmou. A opinião é compartilhada pela auxiliar administrativo Thayrini Nogueira, 19 anos. “Aqui só recebemos uma linha de ônibus. Eles alegam que se forem colocados mais ônibus, os veículos não suportarão os buracos das vias. Sabemos que isso é verdade. Uma pavimentação de adequada nos daria qualidade de vida”, afirmou. O aposentado Ivaniel Porto, 68 anos, que reside na Rua Isolina Porto Lopes, disse que ainda sonha em ver a área bem cuidada. “Minha família era dona de boa parte dessa região. Nasci aqui quando tudo era fazenda. Com a progressão do bairro, acreditávamos que essa área receberia recursos, mas isso não aconteceu. Nos sentimos abandonados. Mas, mesmo assim, acredito que esse quadro possa mudar”, afirmou.

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