Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

‘Curva da morte’ faz mais uma vítima na Covanca

relogio min de leitura | Redação 14 de janeiro de 2017 - 07:30
Papa-léguas, que trabalhava fazendo fretes, colidiu contra um poste após perder controle do carro
Papa-léguas, que trabalhava fazendo fretes, colidiu contra um poste após perder controle do carro -

Por Thiago Soares

Sete meses após um acidente deixar quatro jovens mortos e outros dois feridos, próximo à Praça da Covanca, em São Gonçalo, uma nova colisão fez mais uma vítima no mesmo local, na madrugada de ontem. Um homem perdeu o controle do carro e colidiu contra um poste, na Rua Doutor Porciúncula, num local conhecido como ‘curva da morte’.

O acidente aconteceu por volta das 2h, quando Fabiano Almeida da Silva, mais conhecido como Papa-léguas, de 39 anos, saiu do Engenho Pequeno, onde morava, em direção a Niterói e acabou perdendo o controle do automóvel. O veículo, um Peugeot 205, ficou completamente destruído. Ele chegou a ser socorrido por bombeiros, mas acabou não resistindo e morreu ainda no local.

“Ele estava conversando com amigos perto de casa e resolveu pegar o carro e sair. Eu não estava com ele, não sei nem para onde ia”, comentou Carlos Fernando dos Santos, de 28 anos, primo da vítima.

Já Henrique Silva Azevedo, de 19 anos, sobrinho de Fabiano, lamentou a morte do tio e falou sobre o sentimento da família e dos filhos que ele deixou. “É uma vida que a gente perde de uma forma trágica. A família é quem sofre: minha tia, minha avó e os filhos dele”, desabafou.

Papa-léguas, que não era casado, deixa dois filhos, um m de quatro anos e outro de 16. O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó. O caso foi registrado na 73ªDP (Neves).

Reparos - Por conta do forte impacto da batida, o poste foi deslocado a um metro de distância. Na tarde ontem, funcionários da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia, já realizava a troca necessária.

Curva da morte - O trecho da Rua Doutor Porciúncula onde Fabiano morreu é bastante conhecido pelos frequentes acidentes. Segundo o comerciante Robson Corrêa do Carmo, 53, que trabalha exatamente no início da curva, o número de batidas que já presenciou no local é absurdo. “Acidentes acontecem a todo momento aqui. Apenas este sinal de trânsito já não está sendo eficaz. É preciso que façam algo para que os carros não cheguem tão rápido na curva”, opinou.

No dia 29 de maio do ano passado, um grave acidente, também durante a madrugada, terminou com quatro jovens mortos e outros dois feridos. O grupo, que ocupava um veículo Honda Civic cinza, voltava de uma festa e estava a cerca de 500 metros de suas casas quando o veículo capotou.

Matérias Relacionadas