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Como economizar na volta às aulas?

relogio min de leitura | Redação 07 de janeiro de 2017 - 15:00
Imagem ilustrativa da imagem Como economizar na volta às aulas?

O professor Barillari lembra que, segundo pesquisa do Procon, os preços subiram em média 13%, o dobro da inflação acumulada no ano. “Mas é possível encontrar diferenças de mais de 100% em relação ao ano anterior e em diferentes estabelecimentos, o que sugere maior cautela do consumidor. Pesquisar preços é fundamental”, considera. Na opinião do professor, os impostos excessivos para o material escolar representam cerca de 47% do preço de venda, e o dólar alto ajudou a elevar o preço dos importados, como mochilas, estojos e acessórios entre 20% e 30%.

Segundo Barillari, a inflação em alta e o aumento na alíquota de ICMS também pressionaram os custos de toda a cadeia produtiva que leva os materiais escolares até as prateleiras, impactando diretamente no preço. “Livros didáticos, mochilas e acessórios com marcas licenciadas são os mais representativos da cesta, e precisamos tomar alguns cuidados na hora da compra destes itens”, alerta.

Para ele, a dica para economizar e fugir das armadilhas de propagandas das grandes redes é fazer uma ampla pesquisa, em pelo menos seis estabelecimentos e incluir as lojas menores de bairro, que possuem preços maiores, mas têm flexibilidade maior para conceder descontos à vista e tornar o pacote mais atrativo. “Em geral, a compra em um lugar só não é recomendada, mas é necessário somar os valores e negociar desconto sobre o total. O pagamento à vista, neste caso, ajuda bastante”, afirma.

Outra dica importante do professor é escolher produtos sem marca licenciada, porque estes produtos costumam ser bem mais caros. “Busque similares ou substitutos que podem gerar economia na ordem de 50% para o bolso e oferecer o mesmo benefício”, ensina. Barillari comenta ainda que ferramentas de busca virtual são cruciais nesta etapa, principalmente para os itens de maior valor. Ele chama a atenção para a questão do frete de produtos mais baratos e recomenda andar pelo comércio e procurar intensamente nas lojas físicas.

Com a crise, grupos de pais e instituições de ensino estão inovando, utilizando os princípios da economia solidária e a criatividade para reduzir impactos da volta às aulas no orçamento familiar. Iniciativas como a promoção de pequenas feiras de trocas de materiais, estimulando o reuso e a sobrevida, estão sendo muito bem sucedidas. De acordo com o professor da Uniabeu, além das trocas, podem ser feitas vendas de usados ou doações de materiais utilizados no período anterior.

“Outra oportunidade em alta é a criação de grupos para compras coletivas com objetivo de obter maiores descontos e condições de financiamento dos materiais. Algumas escolas já estão mobilizando os pais e colaborando com estas iniciativas que podem ser feitas, de forma independente, pelos próprios responsáveis”, finaliza Barillari.

Fonte: Jornal do Brasil

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