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Suspeito de ataque em Berlim foi monitorado pela polícia; o que se sabe até agora

relogio min de leitura | Redação 22 de dezembro de 2016 - 16:00
Operação para prender tunisiano Anis Amri acontece em vários países europeus
Operação para prender tunisiano Anis Amri acontece em vários países europeus -

Uma operação está em curso em vários países europeus depois que autoridades alemãs identificaram um novo suspeito do ataque com um caminhão a um mercado de Natal em Berlim.

Um mandado de prisão foi emitido à meia-noite de quarta-feira (hora local).

O novo suspeito foi identificado como o tunisiano Anis Amri, de 24 anos. Ele chegou a ser monitorado pela polícia no início deste ano por suspeita de planejar um roubo para pagar por armas.

Mas o monitoramento acabou suspenso por falta de provas.

Antes de entrar na Alemanha, no entanto, ele havia cumprido pena de quatro anos na Itália por incêndio criminoso.

Autoridades alemãs dizem que Amri pode estar armado e ser perigoso.

A recompensa oferecida por qualquer informação que leve à sua captura é de 100 mil euros (R$ 347 mil).

A operação ocorre em todos os países do chamado Espaço Schengen, uma zona de livre circulação que abrange grande parte da União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

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O atentado ocorreu na noite de segunda-feira e deixou 12 mortos e 49 feridos, 18 deles em estado grave.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se reuniu com seu gabinete de segurança para discutir a investigação sobre o ataque.

Abaixo, algumas perguntas e respostas sobre o atentado:

1. Quem é o novo suspeito?

O novo suspeito foi identificado como o tunisiano Anis Amri, de 24 anos ─ o visto de residência dele foi encontrado na cabine do caminhão.

Fontes na Justiça da Alemanha afirmaram que Amri, que teria entrado no país no ano passado, chegou a ser monitorado em Berlim entre março e setembro por suspeita de planejar um roubo para pagar por armas automáticas que usaria em um ataque. 

Mas o monitoramento teria sido suspenso por falta de provas.

Ralf Jaeger, o ministro do Interior do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, confirmou que Amri havia atraído a atenção da unidade de contraterrorismo da polícia.

"As agências de segurança trocaram informação e descobertas sobre essa pessoa com o centro de contraterrorismo conjunto em novembro de 2016", afirmou Jaeger.

A imprensa alemã informou que Amri viajou à Itália em 2012 e depois à Alemanha em 2015, onde solicitou asilo e recebeu uma permissão de permanência temporária em abril deste ano.

Ele também seria conhecido por usar seis nomes falsos e tentado se passar como egípcio ou libanês.

De acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung, o suspeito faria parte do círculo de um clérigo islâmico radical, Ahmad Abdelazziz A., conhecido como Abu Walaa, que foi preso em novembro.

Amri seria deportado da Alemanha, mas o processo atrasou porque a Tunísia demorou em enviar os documentos necessários para a deportação.

A polícia acredita que ele possa ter se ferido ao lutar com o motorista do veículo, encontrado morto no banco do passageiro.

Um irmão do suspeito que vive na Tunísia, Abdelkader Amri, afirmou à agência de notícias AFP que não acreditou quando viu o rosto dele no noticiário.

"Estou em choque e não posso acreditar que ele cometeu esse crime", disse ele. "Se ele for culpado, merece pagar pelo crime", acrescentou.

O pai de Amri e forças de segurança afirmaram a uma rádio da Tunísia que o suspeito deixou o país há sete anos e que passou quatro deles cumprindo pena em uma prisão da Itália por incendiar uma escola.

Ele também foi condenado a cinco anos de prisão à revelia na Tunísia por suposto roubo agravado com violência.

Na terça-feira, a polícia soltou o então único suspeito ─ que, segundo a imprensa local, seria um paquistanês de 23 anos identificado como Naved B. Ele havia solicitado refúgio no país no ano passado.

Segundo as autoridades, não havia provas concretas contra ele.

Fonte: BBC

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