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Alunos querem escola de volta

Estudantes de Ciep em SG pedem retorno para colégio estadual de origem em Apollo II

relogio min de leitura | Redação 08 de dezembro de 2016 - 11:30
Adolescentes foram transferidos, há mais de um ano, com a promessa de que seria provisório
Adolescentes foram transferidos, há mais de um ano, com a promessa de que seria provisório -

Por Marcela Freitas

Uma distância de dois quilômetros divide os alunos do Colégio Estadual Doutor Moacyr Meirelles Padilha, no Apollo II, em Itaboraí, da atual escola: o Ciep 121 - Professor Joadélio Codeço, em Marambaia, São Gonçalo. Percorrer o longo caminho e cortar as duas cidades é a a rotina de 600 estudantes que andam por até uma hora com um único objetivo: estudar. Mas eles pretendem mudar a realidade da escola e, para isso, realizam uma reunião no próximo sábado.

Em outubro de 2015, a comunidade escolar do Padilha se viu obrigada a mudar de escola após um incêndio atingir a biblioteca e laboratório de informática. Remanejados para o Ciep de forma provisória, os alunos completam um novo ano letivo na unidade emprestada e veem distante a chance de voltar para a única escola com ensino médio do bairro onde vivem.

Para tentar chamar a atenção, a comunidade escolar e pais de alunos farão reunião, no próximo sábado, às 9h, na Igreja Batista Memorial do Apollo, na Avenida Afonso Sales, 495, para discutir a necessidade do retorno dos alunos ao bairro. Após a reunião, haverá uma caminhada até o colégio, onde serão coladas faixas de repúdio ao abandono da escola.

O professor Vagner Brum disse que é muito importante que a comunidade do entorno se una em prol da escola. Ainda segundo ele, após o incêndio, os moradores fizeram a limpeza e se comprometeram a cuidar da parte elétrica, mas seria necessário apoio de um engenheiro. “Tivemos duas salas atingidas, que não comprometeram a estrutura do prédio. A escola, que era tradicional, foi abandonada. Retornar para nossa escola é um direito”, afirmou.

Moradora do Apollo II, a estudante do 1º ano – Geovana Resende, de 15 anos, reside ao lado da antiga escola e torce para o seu retorno. “Além de distante, essa escola não é nossa. Nos mudamos provisoriamente, mas acabou sendo definitivo”, lamentou. O mesmo sentimento é do estudante do 1º ano – Lucas da Silva Ribeiro, 17. “Não temos nada contra o Ciep, mas preferimos estudar na escola em que somos matriculados. Queremos estudar o próximo ano letivo no Padilha”, afirmou.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação informou que há plano de reforma para o colégio do Apollo II, mas aguarda disponibilidade orçamentária.

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