Biólogo gonçalense ganha prêmio científico na Fundação Oswaldo Cruz

Por Marcela Freitas
Tornar-se um cientista não é nada fácil. O dia-a-dia da profissão requer muito estudo, dedicação e cooperação entre diferentes indivíduos. Mas nem mesmo todo o desafio pertinente à profissão desestimulou o biólogo gonçalense Thiago Pavoni Gomes Chagas, de 30 anos, que acaba de receber um prêmio pela sua tese de doutorado sobre “Resistência bacteriana”, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio. Em sua 4ª edição, o “Prêmio Anual IOC de Teses Alexandre Peixoto” destacou a qualidade de sete teses apresentadas por recém-doutores formados nos programas de Pós-graduação do Instituto. Entre os premiados, estava esse gonçalense apaixonado por Biologia desde criança. O trabalho defendido pelo recém-doutor Thiago Pavoni Gomes Chagas, da Pós-Graduação em Medicina Tropical, realizou análises do genoma de bactérias A. baumannii isoladas a partir de pacientes brasileiros. O trabalho foi orientado pela bacteriologista Marise Dutra Asensi, chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC e resultou em três artigos científicos. A pesquisa também constatou, na bactéria Acinetobacter bereziniae, a produção da enzima carbapenemase do tipo NDM. O achado é relevante na medida em que as bactérias produtoras de NDM são consideradas altamente resistentes a antibióticos. “Este trabalho me permitiu um estudo de das diferentes bactérias no país. Foram 10 estados pesquisados. Conseguimos ver bactérias do mesmo clone em diferentes estados”, contou.
Ainda segundo Thiago, a vontade de estudar ciência surgiu ainda criança. Agora, ele se prepara para um pós-doutorado. “Nunca tive dúvidas do que faria. Quero trabalhar com pesquisa e saúde pública. Esses estudos ajudam a entendermos mais sobre as bactérias e novas estratégias de tratamento”, afirmou. Histórico - O Prêmio Anual IOC de Teses Alexandre Peixoto foi criado para contemplar as melhores teses desenvolvidas por doutorandos dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do IOC. A premiação é uma homenagem ao pesquisador Alexandre Peixoto, falecido precocemente em fevereiro 2013, época em que coordenava o Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, como uma homenagem ao geneticista por seu legado na formação de jovens pesquisadores e cientistas.