Morre fundador da Cubango
Nei Ferreira passou mal, ontem a noite, em sua residência e foi levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde não resistiu e faleceu na manhã de hoje, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Presidente da Cubango por mais de 20 anos, foi na sua gestão que a escola, depois de ganhar seis campeonatos em Niterói, iniciou a sua trajetória no Rio de Janeiro, onde começou no Grupo 4 e hoje desfila no Grupo de Acesso, na Marquês de Sapucaí. Nascido e criado no Morro do Abacaxi, nos fundos da quadra que leva o nome de sua mãe, Sebastiana Ferreira, Nei também era autor de sambas-enredos e exímio percussionista. Mesmo como presidente da escola, gostava de desfilar na bateria.
A Acadêmicos do Cubango, cujo slogan foi criado por Nei: “Nem a melhor, nem a maior, é a do povo”, decretou luto oficial de três dias e prestará a ele uma homenagem durante o desfile que contará a história do sambista João Nogueira no próximo ano.
Além de apaixonado pela Cubango, Nei Ferreira era um dos maiores incentivadores do Carnaval de Niterói e, atualmente, era vice-presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói e foi um dos responsáveis pela revitalização dos desfiles das escolas de samba na Rua da Conceição, no Centro de Niterói, que voltou a acontecer depois de 13 anos suspensos.