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Elas simbolizam a luta e a vitória contra o câncer de mama

relogio min de leitura | Redação 03 de novembro de 2016 - 12:53
Maria Souza venceu a doença
Maria Souza venceu a doença -

Por Sérgio Soares e Laryssa Moura

O Outubro Rosa, como é conhecido pelo grande público o mês que engloba a realização de atividades em prol da conscientização e combate ao câncer de mama, terminou na última segunda-feira. Mas a luta para que a doença não se torne um drama permanente requer cuidados especiais que transcendem o período de apenas 30 dias. Considerado um tipo de enfermidade grave, o câncer de mama é temível por qualquer mulher. Porém, quando prevenido e tratado de forma correta, pode ser neutralizado e levar o paciente a uma vida normal. O SG localizou pessoas que podem ser consideradas uma ‘referência’ nessa luta.

A professora de dança do ventre Célia Santiago, de 54 anos, moradora do bairro Bandeirante, em São Gonçalo, é um bom exemplo de quem travou uma autêntica ‘luta’ contra a doença e conseguiu controlá-la. “Em 2004, senti um caroço quando tomava banho. Procurei um médico de confiança, e ele me passou remédios que fizeram sumir o nódulo. Em 2010 eu deitada, senti um incomodo e comecei a tocar em meus seios e ali o senti novamente”, relembrou.

Célia passou a peregrinar por unidades públicas de saúde e chegou a passar madrugadas em filas por dois meses, até que veio o diagnóstico final, dado por um médico do Hospital da Mulher, em SG. “Estava com câncer”, relembrou. Tudo parecia perdido quando ela foi encaminhada ao Instituto Nacional do Câncer (INCA) e precisou passar por uma cirurgia para a retirada do tumor, que a fez perder um dos seios.

Começava então outra fase dolorosa - a continuidade do tratamento à base de quimioterapia que também a fez perder aquilo que era um dos grandes ‘charmes: os cabelos. “Chorei por dias”, disse ainda emocionada. Mas ao invés de se abater, conseguiu forças para reverter seu drama e também para passar esperanças a outros pacientes do INCA. “Ia ao local com lindos turbantes e ficava maquiando e arrumando as pacientes nos corredores, enquanto aguardava consultas”, contou.

E assim, conseguiu superar as adversidades. Foram sete meses de quimioterapia, 40 dias de radioterapia e uma fé inabalável. A perseverança devolveu a Célia uma das coisas que mais ama. “Voltei a dançar”, comemorou. Ainda em tratamento, ela mantém a ajuda a outras pessoas, com trabalhos voluntários em ONGS, hospitais e em aulas gratuitas na Casa das Artes de São Gonçalo.

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