Direção da Uerj aguarda denúncia formal de alunos

Por Thiago Soares
Depois das denúncias de alunos do curso de Letras contra comentários racistas, sexistas e pedófilos de um professor, divulgado ontem por O SÃO GONÇALO, a direção da Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj-FFP) aguarda a formalização da acusação para abrir uma sindicância para apurar os fatos.
A promessa inicial dos denunciantes, que era oficializar a denúncia ontem, não aconteceu. Por conta disso, a direção alega que não é possível abrir investigação. “A denúncia precisa ser formalizada. Os cartazes trazem uma expressão social grande, mas, de fato, nós não temos nem nomes. Está escrito que foi um ‘professor de Letras’, mas o corpo docente é grande. Nenhuma medida administrativa, no sentido de averiguar a denúncia, pode ser feita sem testemunhas e acusação formal”, explicou a diretora da unidade, Ana Santiago.
Caso a oficialização da denúncia ocorra, uma sindicância de 30 dias, renováveis pelo mesmo período, será aberta pela universidade. De acordo com a vice-diretora da FFP, Mariza de Paula Assis, a possível punição ao docente pode variar entre advertência até uma exoneração. No entanto, nada impede, também, que o acusado entre com uma queixa-crime contra os denunciantes.
“Se isso ocorrer, teremos essa investigação, formada por docentes e técnicos administrativos. Convocamos os envolvidos e ouvimos todos, inclusive o acusado. A partir daí, toma-se a decisão. Isso não impede também que o professor se sinta lesado e entre com um queixa crime contra o denunciante. Em caso de condenação, o docente pode sofrer de suspensão até exoneração. O histórico conta muito também”, disse.