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Escola aumenta Ideb para 4.5

Mudança de método faz unidade em Vista Alegre ficar entre as melhores de S. Gonçalo

relogio min de leitura | Redação 30 de setembro de 2016 - 13:25
Escola tem 28 alunos especiais que, além das aulas regulares, contam com salas de recursos
Escola tem 28 alunos especiais que, além das aulas regulares, contam com salas de recursos -

No ano de 2011, a Escola Municipal João Cabral de Melo Neto, em Vista Alegre, era a unidade com pior desempenho em São Gonçalo. Este ano, o índice de desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu de 1.9 para 4.5, deixando a unidade em 13° lugar entre as 107 unidades municipais.

Com 928 alunos, o progresso no sistema educativo aconteceu graças às propostas e desafios para promover melhorias no ensino e aprendizado com novo olhar pedagógico. “Houve um empenho para a melhoria do trabalho pedagógico. O papel da escola se constitui em preparar o aluno para as diversas situações da vida. Hoje, a escola tem uma referência e os alunos são disciplinados, nos respeitam. Se faz necessário a utilização de diferentes métodos e estratégias para o desempenho do processo de ensino de aprendizagem”, explicou Silviane Oliveira, diretora da escola há quatro anos.

A intensificação do trabalho de inclusão escolar de crianças com necessidades especiais faz parte de um plano pedagógico que conta com 28 alunos, que além das aulas realizadas em suas turmas de origem, contam com salas de recurso, professores especializados e de apoio, que já fazem parte da estrutura da rede.

Deficientes visuais, os alunos Ruan Vieira, 13, e Vitória Francisco, 11, estudam na João Cabral há seis anos e realizam várias atividades ligadas ao tato. Para motivar a aprendizagem, os professores têm o cuidado de nomear, explicar e descrever, de forma precisa e objetiva, as cenas, imagens e situações. “Aqui, o material didático é adaptado de acordo com a necessidade do aluno. Realizamos atividades da vida diária em um trabalho que busca a autonomia dos alunos. No caso dos deficientes visuais, realizamos a alfabetização em braile e trabalhamos com o relevo e diversos exercícios didáticos”, contou a professora da sala de recursos, Beatriz Corrêa, 32.

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