Para ganhar dinheiro extra
Gonçalenses aproveitam a minirreforma eleitoral para oferecer serviços aos candidatos

Por Marcela Freitas
A cada dois anos, uma profissão ganha as ruas de todas as cidades do país: a de cabos eleitorais. Eles, em sua maioria, não são filiados a partidos políticos, mas têm muita importância na divulgação dos candidatos. Seja com bandeirolas, panfletagens ou carros de som, os divulgadores podem ajudar a conquistar votos para os seus candidatos.
Essa profissão ficou ainda mais valorizada após a aprovação da chamada minirreforma eleitoral, que prevê a redução no tempo de campanha, diminuição da propaganda eleitoral em rádio e TV, proibição de propaganda “cinematográfica”, entre outras.
Muitos cabos eleitorais estão comemorando a valorização da classe, que em meio à crise financeira do país, estão conseguindo uma renda extra. Trabalhando em sua segunda campanha, Adriane Fonseca, de 48 anos, atua, fora do período eleitoral, como faxineira. Mas, neste momento, dedica oito horas de seu dia à divulgação de candidatos. O valor pago, em média, segundo ela, é de R$ 500 por 15 dias, o que contribui com sua renda familiar.
“Comecei este trabalho, há dois anos, e gostei bastante. Mas eu escolho com quem trabalhar. Tenho que acreditar no candidato e em suas propostas de governo. Todos os que trabalhei foram eleitos e têm honrado com seus compromissos. Acho que dou sorte a eles”, brincou.
Na Praça da Trindade, um grupo de seis pessoas trabalhava para um candidato a vereador. Cada um ganha cerca de R$ 900 mensais por oito horas de trabalhos diários, além de café da manhã e almoço. “Estamos gostando bastante deste oficio. Esta é a terceira vez que trabalho em campanha. Na minha opinião, o nosso trabalho é importante para o sucesso nas urnas”, disse Cyntia Motta, 28.