Criança fica sem medicamentos e materiais para tratamento médico

O sonho de toda mãe é dar um bom futuro aos filhos, contudo, por diversos motivos, esta nem sempre é uma fácil missão. Como é a realidade na vida da desempregada Cláudia Cristina Bento Nascimento, de 38 anos, moradora de Itaipu, Niterói. Com um filho de sete anos, portador de paralisia cerebral, ela perdeu os benefícios da prefeitura de Niterói e e do Governo do Estado e está tendo dificuldades para manter o tratamento da criança.
Nicolas Nascimento precisa, diariamente, de cinco remédios, leite de soja e fraldas antialérgicas, que ela recebia da prefeitura e Estado. “De um tempo para cá, estou tendo muita dificuldade em receber as coisas”, disse Cláudia.
Atualmente, o tratamento só está prosseguindo porque conhecidos de Cláudia se sensibilizaram e doaram parte do material necessário. “Às vezes, eu consigo um trabalho e compro alguma coisa. Mas, agora, estamos dependendo de doações. Graças a Deus, as pessoas têm nos ajudado”, contou. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Niterói informou que os medicamentos foram disponibilizados, em janeiro de 2016, conforme informado à Justiça (processo 0128263-54.2014.8.19.0002). O responsável pelo paciente, no entanto, não retirou os remédios na Coordenação de Farmácia do município.
Já a assessoria do Governo do Estado informou que o paciente se cadastrou na Riofarmes, em fevereiro deste ano, para solicitar a retirada do Topiramato 25 mg. Porém, o pedido caiu em exigência, pois a dose solicitada estava acima do permitido. Após essa tentativa, o paciente não retornou mais à unidade. (Thiago Soares)