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Setembro verde: Hospitais Alberto Torres e Roberto Chabo fazem eventos para destacar importância da doação de órgãos

Cada doador de órgãos pode beneficiar até 30 pessoas

relogio min de leitura | Redação
Ação faz parte da campanha Setembro Verde
Ação faz parte da campanha Setembro Verde -

Duas das principais unidades de saúde em captação de órgãos no Estado do Rio, os Hospitais Estaduais Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, e Roberto Chabo (HERC), em Araruama, realizaram eventos alusivos ao “Setembro Verde”, com o objetivo de chamar a atenção para a importância desse tipo de doação que salva vidas. Apenas este ano, o HEAT fez 89 captações para transplantes, entre elas seis corações, tendo o apoio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ); e no HERC foram 61 casos notificados.

A programação no Hospital Alberto Torres aconteceu nesta sexta-feira (25) e contou com uma palestra de Sandro Montezzano, que é o coordenador da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do HEAT. O evento teve como ponto alto o plantio de mudas de jasmim no Jardim do Doador por famílias que disseram "sim" à doação de órgãos de seus entes queridos, em meio à presença também dos funcionários do hospital. Além disso, foi montada uma exposição de fotos do Jardim do Doador na área de convivência do hospital.

No Hospital Roberto Chabo, a iniciativa foi realizada na quinta-feira (24) e houve igualmente o plantio de mudas, por familiares que concordaram com a doação de órgãos, num espaço criado há três anos para eternizar este ato de amor à continuidade da vida. O evento também incluiu Inspiração Musical e Recital de Poemas.

Imagem ilustrativa da imagem Setembro verde: Hospitais Alberto Torres e Roberto Chabo fazem eventos para destacar importância da doação de órgãos

Entre os convidados estava Giselle Coelho, que no ano passado, juntamente com a família, autorizou a doação de órgãos do sobrinho que foi acometido de morte encefálica confirmada após um acidente de moto. No mesmo evento, Cilange Carvalho se mostrou agradecia por um rim recebido em 2010: “Alguém disse sim e me salvou. Hoje, participo de eventos contando a minha história e pedindo às famílias que concordem com a doação”.

“Como cada doador pode beneficiar até 30 pessoas, nosso hospital já atendeu a centenas de pessoas que estavam na fila única do Sistema Nacional de Saúde. Somente nos últimos nove anos, conseguimos notificar cerca de 300 casos e realizar mais de 150 captações”, enumera Michele Guedes, coordenadora da e-DOT do HERC.

Formada por um grupo multidisciplinar de saúde, a e -DOT é responsável por identificar possíveis doadores nas unidades clínicas, sendo acionada sempre que há um paciente com o diagnóstico de morte encefálica em andamento. A equipe orienta e explica aos familiares como se dará o processo de doação.

“É um direito da família decidir pela doação ou não. Temos que esclarecer todas as dúvidas e enfatizar a importância da doação, sempre com empatia e respeito”, observou Michele.

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Jardim do Doador

O espaço é uma homenagem às famílias que disseram “sim” à doação de órgãos, à renovação da vida, num ato de solidariedade e amor a pessoas desconhecidas que têm no transplante a única chance de seguirem em frente. Por meio de um plantio de mudas de jasmim, o projeto busca transmitir a mensagem de que a doação, da mesma forma que as plantas, podem dar frutos e flores.

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