Metrô até São Gonçalo e Itaboraí será discutido em debate na Câmara do Rio
Debate público sobre a Linha 3 acontece em 15 de setembro, com pesquisadores da Coppe/UFRJ

O projeto de metrô que ligaria o Rio de Janeiro a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí será tema de um debate público na Câmara Municipal do Rio em 15 de setembro. O encontro, chamado Linha 3 do Metrô, Conexão da Baía de Guanabara, acontece das 10h às 13h, no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto.
A ligação entre o Leste Fluminense e a capital é feita hoje por ônibus e barcas. De acordo com a Coppe/UFRJ, cerca de 1,7 milhão de pessoas vivem na área que seria potencialmente atendida pela linha.
Leia também:
Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira (31)
Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças
Pelo traçado preliminar apresentado pelos pesquisadores em junho, a linha teria aproximadamente 50 quilômetros e 29 estações. O percurso partiria da região da Carioca, atenderia o Aeroporto Santos Dumont e cruzaria a Baía de Guanabara por túnel antes de chegar a Niterói, de onde seguiria por São Gonçalo até Itaboraí. O estudo considera um metrô pesado, inteiramente subterrâneo.
A realização do debate não significa que a construção da linha tenha sido decidida. O projeto Prisma-RJ segue como estudo técnico, sem obra contratada, financiamento definido ou cronograma de construção.
O encontro foi proposto pelo vereador Flávio Valle, presidente da Comissão de Turismo da Casa, com apoio do presidente da Câmara, Carlo Caiado.
"Dar publicidade a um projeto como este, desenvolvido por cientistas e pesquisadores, é fundamental para que saia do papel", afirmou Valle.
Foram convidados vereadores, os prefeitos do Rio e de Niterói, representantes da sociedade civil e outras autoridades, entre elas o ex-prefeito Eduardo Paes e candidatos às eleições de 2026.
Os estudos são coordenados pelo professor Rômulo Orrico, do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe. O Prisma-RJ foi lançado em junho de 2025, com prazo de 30 meses e cerca de R$ 26 milhões vindos de emendas parlamentares da bancada federal do Rio. A etapa atual inclui modelagem de demanda, dimensionamento da operação, estimativas de custos e avaliação econômico-financeira.
A ligação por trilhos entre o Rio e o Leste Fluminense é discutida há décadas e já passou por sucessivas propostas sem que as obras fossem iniciadas.