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Anvisa aprova segunda caneta genérica de semaglutida; medicamento pode ficar 35% mais barato

Nova versão da semaglutida foi registrada pela Germed e amplia a concorrência no mercado brasileiro; substância é usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy

relogio min de leitura | Redação
A Anvisa já havia autorizado, em 17 de agosto, o registro de uma caneta genérica de semaglutida produzida pela farmacêutica EMS
A Anvisa já havia autorizado, em 17 de agosto, o registro de uma caneta genérica de semaglutida produzida pela farmacêutica EMS -

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do segundo medicamento genérico de semaglutida no Brasil. A autorização foi concedida à Germed Farmacêutica e publicada nesta segunda-feira (24).

A semaglutida é o princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A chegada de novos fabricantes aumenta a concorrência no mercado e pode contribuir para a redução dos preços.

A Anvisa já havia autorizado, em 17 de agosto, o registro de uma caneta genérica de semaglutida produzida pela farmacêutica EMS. Na mesma decisão, a agência também registrou o medicamento similar Semaclique, da Germed. Agora, a Germed também passa a ter uma versão genérica do princípio ativo.


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Como será o novo medicamento

O registro da Germed contempla quatro apresentações de semaglutida em solução injetável de 1,34 mg/mL, para aplicação subcutânea, todas com validade de 24 meses:

Cartucho de 1,5 mL com caneta aplicadora e seis agulhas;

Kit com dois cartuchos de 1,5 mL, duas canetas aplicadoras e dez agulhas;

Cartucho de 3 mL com caneta aplicadora e quatro agulhas;

Kit com dois cartuchos de 3 mL, duas canetas aplicadoras e oito agulhas.

A Anvisa explica que os novos medicamentos à base de semaglutida obtida por síntese química são agonistas do receptor de GLP-1. Os produtos registrados em agosto foram indicados para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e à prática de exercícios.

Por que os genéricos de semaglutida chegaram agora?

A mudança está relacionada ao fim da patente da semaglutida no Brasil. A patente da substância expirou em março de 2026, abrindo caminho para que outras empresas apresentassem pedidos de registro de medicamentos com o mesmo princípio ativo.

A questão é que a semaglutida tem características específicas. A Anvisa explica que os medicamentos originalmente registrados no país são produtos biológicos, enquanto os novos pedidos analisados incluem versões obtidas por síntese química, chamadas de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

A agência passou a priorizar a análise desses medicamentos após uma solicitação do Ministério da Saúde, que buscava ampliar o acesso à tecnologia, estimular a concorrência e fortalecer o abastecimento do mercado nacional.

De acordo com a própria Anvisa, os medicamentos genéricos devem custar, no mínimo, 35% menos que o medicamento de referência. Além de ampliar o acesso, a concorrência entre fabricantes também pode pressionar para baixo os preços dos medicamentos de referência.

Com a entrada de novas versões de semaglutida no mercado brasileiro, a expectativa é de aumento da concorrência e, consequentemente, de preços mais baixos para os consumidores.

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida podem ser encontrados a partir de cerca de R$ 460, segundo os valores citados na reportagem original.

Ozempic e Wegovy continuam sendo medicamentos da Novo Nordisk. O primeiro é utilizado, entre outras indicações, no tratamento do diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy é indicado para o tratamento da obesidade. A Anvisa também já aprovou novas indicações para os medicamentos em 2026.

A existência de um genérico não significa, portanto, que os medicamentos de referência deixem de ser comercializados. A expectativa é que a ampliação da concorrência ofereça mais opções ao mercado e possa reduzir os preços.

Atenção ao uso da semaglutida

Apesar da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos à base de semaglutida devem ser utilizados de acordo com as indicações aprovadas e com acompanhamento profissional.

A Anvisa mantém alertas relacionados ao uso dos agonistas de GLP-1, incluindo a necessidade de atenção especial em procedimentos que envolvam anestesia ou sedação profunda, devido ao risco de aspiração e pneumonia associado ao retardo do esvaziamento gástrico.

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