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CAC: uma porta para o recomeço

relogio min de leitura | Redação 16 de agosto de 2016 - 18:21
Imagem ilustrativa da imagem CAC: uma porta para o recomeço
Quem chega ao Centro de Acolhimento e Cidadania (CAC), que funciona no Polo de Qualificação Profissional de Vista Alegre, em São Gonçalo, e vê crianças e adolescentes felizes, dançando, brincando e tocando violão, talvez não imagine que por trás daqueles rostos e identidades, que não podem ser revelados, existem histórias de superação e reencontro. Uma delas é a de dois irmãos, de 12 anos e 17 anos, que três anos após serem abandonados pela família se reencontraram no abrigo.
 
“O Centro de Acolhimento e Cidadania é a materialização de um compromisso com a Infância e a Adolescência. É um abrigo municipal com a oferta de espaço físico, alimentação e remédios (quando necessário), mas, acima de tudo, preparado para garantir o pleno desenvolvimento dos que lá estão, preocupando-se também com os aspectos psicológicos e sociais”, destaca a secretaria adjunta de Apoio à Infância e à Adolescência, Gisele Herdy.
 
O CAC recebe meninos e meninas de 6 anos a 18 anos incompletos em situação de vulnerabilidade social (vítimas de abandono, maus-tratos, violência, negligência ou que precisam ser afastadas do convívio familiar por questões judiciais envolvendo os pais ou responsáveis). Ao serem abrigados, além de um lugar para morar, os menores têm direito de voltar a viver em sociedade: são matriculados em escolas da rede municipal ou estadual, fazem cursos profissionalizantes no Polo de Qualificação, participam de aulas de reforço escolar, teatro, oficinas, e, os que já têm idade, trabalham como jovem aprendiz.
 
“Nosso trabalho é oferecer todo o suporte que os menores precisam até serem reinseridos à família. Além da Educação, os que precisam de atendimento de saúde ou de acompanhamento especial são encaminhados para as unidades da rede. É gratificante ver o crescimento e a superação deles. Temos um adolescente aqui que aprendeu a pintar toalhas de prato no Projeto Arte Pano de Milho e agora está sendo reinserido à família. Ela já ensinou a mãe a pintar toalhas também e estão vendendo”, conta a assistente social Mônica Veiga, coordenadora do CAC.
 
De acordo com a especialista, o projeto Arte Pano de Milho, de pintura em tecido e arte em jornal, começou como uma oficina e hoje é um projeto de intervenção social, cujo objetivo é gerar renda e ampliar a visão de mundo dos participantes. O adolescente L. de 13 anos, que repassa à mãe as técnicas de pintura que aprendeu no abrigo, parece não ter dúvidas da importância desse trabalho para a vida dele:
 
“Eu fazia coisas erradas porque não sabia fazer isso”, afirma o menino, mostrando com orgulho o pano de prato que pintou.
 
O adolescente A, de 17 anos, que reencontrou o irmão no Centro de Acolhimento, é um dos que trabalha como jovem aprendiz. No abrigo, ele descobriu o talento para fazer maquetes de papelão e é dele a reprodução de um prédio residencial com elevador, garagens e piscina feito com sobras de caixas de papel que chama a atenção de quem chega ao CAC. Depois de ser acolhido e conseguir um trabalho, A sonha em ser engenheiro e ajudar o irmão:
 
“Me lembro bem quando cheguei aqui. Foi muito emocionante. Olhei para aquele menino e perguntei a tia (a assistente social) o nome dele. Quando ela falou, eu disse que achava que ele era meu irmão e era mesmo. Agora, meu dever como mais velho é ajudar meu irmão a vencer. Para isso, vou estudar e trabalhar muito. Quero ser engenheiro”.  
Por Prefeitura Municipal de São Gonçalo.

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