Jogar Pokémon Go pode gerar justa causa no Brasil

Lançado na última quarta-feira, o game para celulares Pokémon Go já virou uma febre no Brasil. Basta andar pelas ruas de São Gonçalo para achar vários caçadores espalhados pelas praças, vias e shoppings. Mas misturar o mundo virtual com o real pode causar embaraços, já que algumas pessoas apresentam dificuldade em separar a caça aos Pokémons de suas realidades diárias, como estudar e trabalhar.
De acordo com o advogado civil e trabalhista, Carlos Alberto Batista Junior, do escritório Mendonça e Batista Associados, por ser um assunto moderno, ainda gera muita discussão e, dependendo da atividade contratada, o funcionário que for pego jogando em horário de expediente pode ser demitido, caso esteja infringindo as regras de trabalho.
“A controvérsia nessa questão diz respeito com a atividade realizada. Se você trabalha em uma empresa de criação de jogos, por exemplo, não haveria problemas em jogar este jogo. Mas, em um modelo tradicional, o empregado deve obedecer regras. E após três suspensões precedentes do mesmo fato, o empregador pode aplicar justa causa, caso o seu funcionário esteja utilizando seu tempo de contratado para outros fins, como jogar”, explicou.
A estudante Pâmela Melissa Menezes, 18, é caçadora de Pokémon. Moradora do Alcântara, ela foi à caça virtual no Pátio Alcântara. Entretanto, ela garante saber dividir seu tempo entre o jogo e a realidade. “Tenho um compromisso para realizar na rua e, para passar o tempo, fico jogando. Só brinco em horários livres”, afirmou. (Marcela Freitas)