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Gonçalense atinge meta da vaquinha e prepara ida para os EUA

relogio min de leitura | Redação 07 de agosto de 2016 - 08:00
Rafael Marinho, de 19 anos, viaja no próximo sábado (13) para estudar no estado de Indiana
Rafael Marinho, de 19 anos, viaja no próximo sábado (13) para estudar no estado de Indiana -
O próximo sábado (13) é a data marcada para que o gonçalense Rafael Marinho, de 19 anos, realize mais um dos seus maiores sonhos. O estudante, que conquistou vagas em seis universidades americanas e chegou a fazer uma "vaquinha" online para arrecadar verbas para moradia e alimentação durante um ano, atingiu a meta de R$ 20 mil em arrecadações.  
"Eu estou muito feliz. Juro que há um tempo eu pensei que não fosse dar certo. A meta era muito alta, teve um momento que me perguntei se estava fazendo a 'coisa' certa ou não. Mas todo o sacrifício valeu a pena e finalmente irei realizar meu sonho", contou Rafael.
Segundo o estudante, ele chegou a enviar de 50 a 100 e-mails por noite, com a ajuda de amigos, para diversas empresas, visando buscar patrocínios para o financiamento coletivo. Além das doações pela internet, o estudante tentou arrecadar dinheiro de outras formas: realizando recitais e apresentações, além de ter conquistado o apoio do Shopping São Gonçalo, no Boa Vista. A cada 2 mil curtidas na página oficial do empreendimento, o shopping doou para Rafael R$ 1 mil.
"A vaquinha foi muito bem sucedida e todo meu empenho e ajuda de todas as partes foram os principais motivos para que eu conseguisse tudo isso", explicou Rafael, que chega nos Estados Unidos no dia 14.
Para manter seus custos, o estudante também pretende trabalhar em uma cafeteria que fica ao lado do campus da Universidade de Evansville, em Indiana, na qual Rafael irá estudar. Ele também pretende arrumar uma vaga como gerente do time de futebol da instituição de ensino.
Apesar de tantas opções, o curso de Musicoterapia da Universidade de Evansville já foi definido pelo jovem. Como já contado em outras publicações de O SÃO GONÇALO, o estudante escolheu o curso impulsionado pelo fato de seus avós terem doenças degenerativas e ele desejar aprender mais sobre como desacelerar o processo das mesmas nas pessoas com o uso da música. 
Histórico - Morador do Jardim Catarina, o estudante toca piano desde os 8 anos e contou com muita ajuda do seu pai, o corretor Moacir Botelho, 47, que chegou a vender doces nas ruas do Colubandê para pagar um curso de música no Conservatório de Niterói. 
A missão de arrecadar dinheiro para pagar seus estudos iniciais na música foi abraçada por Rafael, que também comercializou balas para comprar o desejado instrumento. 
Rafael foi aprovado em primeiro lugar para Engenharia Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Porém os rumos mudaram após ele participar de uma palestra na qual foi abordado o tema de estudo em universidades americanas. O estudante se inscreveu em 20 universidades americanas e chegou a participar de diversos processos seletivos.

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