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INSS nega benefício 2 vezes

Bancário, que está com dificuldades de locomoção e precisa de cirurgia, entra na Justiça

relogio min de leitura | Redação 26 de julho de 2016 - 12:30
 Mário Alberto já passou por duas perícias, este ano, e foi liberado, segundo ele, por dermatologista
Mário Alberto já passou por duas perícias, este ano, e foi liberado, segundo ele, por dermatologista -

Por Marcela Freitas

Mesmo com laudos e exames médicos que comprovam a sua incapacidade física para retornar às atividades profissionais, o bancário Mário Alberto Wanderley Faiad, de 42 anos, enfrenta uma verdadeira ‘via crucis’ para conseguir receber o benefício de auxílio doença no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Mário, que sofre com sequelas de uma paralisia cerebral enfrentada na infância, está com uma lesão no tendão patelar comprovado pelo atestado médico e também pelo laudo médico da ressonância magnética. Sem andar e se locomovendo com ajuda de bengala ou de sua esposa, Mário busca o benefício, que lhe é de direito, sem sucesso.

Depois de duas perícias, os pedidos foram indeferidos em 16 de junho e 5 de julho deste ano. Agora, Mário busca apoio jurídico para garantir o benefício. “Aos oito anos, fiz uma cirurgia no joelho. Na ocasião, os médicos explicaram para os meus pais que, com o tempo, necessitaria de nova cirurgia nos ligamentos. Desde maio, venho sentindo muitas dores e, após o término das férias, descobri através de exames que estou com uma lesão no tendão e isso me impede de andar. Fui ao INSS por duas vezes e a última perícia foi feita por uma dermatologista. Ela me mandou andar sem as muletas e disse que não conseguia. Ela mexeu no meu joelho e me mandou esperar em casa. A resposta foi negativa”, contou.

Afastado do trabalho por 90 dias, Mauro acredita que não conseguirá retornar às atividades profissionais. “O médico do RH da minha empresa não permitirá que eu retorne com laudos que comprovam a minha incapacidade. A indefinição do INSS também me impede de fazer a cirurgia, já que necessito desse recurso financeiro para operar e fazer as fisioterapias recomendas”, contou.

A assessoria de imprensa do INSS foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

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