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Autoescolas buscam se reinventar diante das mudanças nas regras da CNH

Representantes do setor avaliam os impactos das novas regras e os desafios para a formação de condutores

relogio min de leitura | João Pedro Pereira 16 de junho de 2026 - 13:43
Setor tenta conciliar as mudanças com a qualificação do ensino aos novos motoristas
Setor tenta conciliar as mudanças com a qualificação do ensino aos novos motoristas -

As mudanças nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) têm levado autoescolas a reverem seus métodos de ensino e estratégias de atuação. Enquanto algumas empresas enxergam as alterações como uma oportunidade para modernizar o processo de aprendizagem, outras demonstram preocupação com a redução da carga prática e teórica exigida para os candidatos.

Com as novas regras, os futuros motoristas não precisam mais pagar por um curso completo (teórico e prático) nas autoescolas, podendo estudar de forma independente e contratar instrutores credenciados para aplicação da prova prática.

Além disso, o curso teórico pode ser feito 100% online e gratuito, sem carga horária mínima. A exigência da carga horária mínima das aulas práticas também foi alterada, caindo de 20 horas para apenas 2 horas.

Mudanças agilizaram o processo de obtenção da CNH
Mudanças agilizaram o processo de obtenção da CNH |  Foto: Layla Mussi

Rodrygo Cadilhe, representante da Flex Autoescola, localizada na Rua Francisco Portela, Zé Garoto, em São Gonçalo, diz que a empresa já se preparou para atender ao novo modelo de formação.

"As mudanças no processo de habilitação chegaram, e a FleX já está totalmente preparada para essa nova fase. Nosso foco continua sendo formar motoristas seguros e confiantes, com um ensino atualizado, moderno e uma frota de qualidade", afirma.

Segundo ele, com o fim da baliza como etapa obrigatória da prova prática, a avaliação passa a priorizar situações reais de trânsito.

"O foco agora é a condução integrada ao percurso, valorizando a direção consciente, o respeito às regras e a segurança no dia a dia”, destaca.

Por outro lado, José Carlos, de 76 anos, diretor de ensino da Autoescola São José, localizada na Rua Doutor Nilo Peçanha, no Centro de São Gonçalo, demonstra preocupação com a redução da carga horária de aulas práticas prevista no novo formato.

"Antes, trabalhávamos com cerca de 20 aulas, acompanhando a evolução do aluno passo a passo. Com apenas duas aulas, fica muito difícil ensinar uma pessoa a dirigir com segurança", avalia.

Diante desse cenário, as autoescolas enfrentam o desafio de conciliar as novas mudanças com o cuidado de qualificar bem os novos motoristas.

Sob supervisãod de Marcela Freitas 

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