Funcionários terceirizados da Polícia Civil fazem paralisação de 48 horas

Por Thiago Soares
Sem salários desde o mês de fevereiro, funcionários da empresa Prol Staff, prestadora de serviços do Governo do Estado e que trabalha para os órgãos da Polícia Civil, iniciaram uma paralisação de dois dias, à 0h de ontem. Além dos vencimentos, eles reivindicam o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do 13º salário referente ao ano de 2015 e benefícios de alimentação e transporte.
Durante as 48 horas de paralisação, todos os serviços operacionais, de tecnologia da informação (TI) e administração não funcionam. A motivação para o protesto é a falta de repasse do dinheiro, por parte do governo, para empresas terceirizadas quitarem suas dívidas com os funcionários.
“A verba federal foi direcionada para a segurança pública. Porém, nós não entramos na prioridade. Apesar de não trabalharmos na rua, prestamos serviços para a segurança”, disse um trabalhador da Prol.
O problema começou há quatro meses, quando funcionárias da recepção das delegacias entraram em greve. Agora, todos os outros trabalhadores se uniram. “Inicialmente, as meninas da recepção pararam. Quem for na delegacia precisará esperar o policial parar o atendimento para recebê-lo. Agora, todos nós paramos. Não tem condições. Já recebemos diversas promessas de pagamentos, mas ultimamente a empresa nem nos recebe”, contou outra funcionária.
Ainda ontem, funcionários da empresa Prol realizaram manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Fazenda, no Centro do Rio. Amanhã, os trabalhadores se reunirão em assembleia e decidirão se voltam aos postos de serviço ou se estendem a greve.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Fazenda informou que está fazendo repasses de R$ 20 milhões de custeio para a Polícia Civil nesta semana.