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Mudanças no “Minha Casa, Minha Vida” devem impactar positivamente o mercado imobiliário fluminense; saiba mais

As novas regras entrarão em vigor após publicação no Diário Oficial da União

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de abril de 2026 - 08:53
Programa habitacional Minha Casa, Minha Vida
Programa habitacional Minha Casa, Minha Vida -

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ) avalia como positiva a decisão do Conselho Curador do FGTS de ampliar os limites de renda familiar e os valores máximos dos imóveis financiados pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A medida, aprovada recentemente, atualiza as faixas de renda do programa e amplia o alcance do financiamento imobiliário para famílias brasileiras, além de reajustar os tetos de valor dos imóveis nas faixas superiores.

Com as novas regras, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200. Já a Faixa 2 teve o teto ampliado para R$ 5.000. A Faixa 3 sobe para R$ 9.600 e a Faixa 4, voltada à classe média, alcança o limite de R$ 13 mil de renda familiar.

Além disso, os valores máximos dos imóveis financiados também foram atualizados. Na Faixa 3, o teto passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o limite sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Para o presidente do Creci-RJ, João Eduardo Corrêa, as mudanças representam um avanço significativo para o setor.

“O ajuste nas faixas do programa Minha Casa Minha Vida é uma medida extremamente positiva e necessária para o momento atual do mercado imobiliário. A atualização dos limites de renda e dos tetos dos imóveis corrige uma defasagem importante causada pela valorização dos imóveis e pela inflação dos últimos anos. Na prática, essas mudanças ampliam o acesso ao crédito, incluem mais famílias no programa. Do ponto de vista do mercado, isso representa um movimento de destravamento”, destaca, enfatizando que a medida gera liquidez, estimula lançamentos, impulsiona a construção civil e fortalece toda a cadeia produtiva do setor imobiliário, desde o corretor de imóveis até as grandes incorporadoras.

O presidente ressalta ainda que o impacto também será percebido na qualidade dos imóveis acessíveis ao consumidor.

“Além disso, ao atingir também a classe média, especialmente com a ampliação da Faixa 4, o programa ganha ainda mais relevância estratégica. Naturalmente, para que esse avanço tenha efeito pleno, é fundamental que venha acompanhado de um ambiente econômico mais favorável, com maior previsibilidade, redução gradual das taxas de juros e ampliação da capacidade de crédito”, afirma.

As novas regras entrarão em vigor após publicação no Diário Oficial da União.

FAIXA 1: RENDA DE ATÉ R$ 3.200 (ANTES ATÉ R$ 2.850), COM SUBSÍDIOS QUE PODEM CHEGAR A CERCA DE 95% DO VALOR DO IMÓVEL.

FAIXA 2: RENDA DE ATÉ R$ 5.000 (ANTES ATÉ R$ 4.700), COM JUROS REDUZIDOS E SUBSÍDIOS DE ATÉ R$ 55 MIL.

FAIXA 3: RENDA DE ATÉ R$ 9.600 (ANTES ATÉ R$ 8.600), COM TAXAS DE JUROS COMPETITIVAS, SEM SUBSÍDIO DIRETO.

FAIXA 4: RENDA DE ATÉ R$ 13 MIL (ANTES ATÉ R$ 12 MIL), VOLTADA PARA A CLASSE MÉDIA, COM JUROS ESTIMADOS EM CERCA DE 10,5% AO ANO.

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