Primeira oficina de iniciação ao sistema braile.

Na última terça-feira (5), a Coordenação de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação, através do Centro Municipal de Referência em Formação Continuada, diplomou sua primeira oficina de iniciação ao Sistema Braile formada por professores especializados lotados nas Escola Municipais Genecy Suehtt Lima, CIEP 411, Rotary e Maria Dias.
A Professora Márcia Lima, parte integrante da Sala de Recursos da Escola Maria Dias recomenda o curso aos demais professores da rede.
“Foi uma boa oportunidade conhecer o material que poderá ser usado também pelos nossos alunos. Recomendo que outros professores façam o curso, pois aprender nunca é demais e nesse caso é por uma excelente causa”, disse.
A professora de apoio da rede, a pedagoga Suellen Stelita Destefanni ajudou o professor George Frederico, a ministrar o curso e destacou alguns aspectos importantes da formação.
“Estamos concluindo a primeira oficina do Centro Municipal de Tecnologia Assistida, oficina de iniciação ao braile. Esse é o embrião de um grande projeto em que vislumbramos ministrar a todos os professores. Em breve avançaremos com outras oficinas”, explicou a docente.
Suellen ressalta ainda que essa primeira turma foi de apenas cinco alunas devido à ministração exigir atenção absoluta e personalizada a cada um. Futuramente o Centro Municipal de Tecnologia Assistida vai oferecer oficinas de dosvox, que é um sistema para microcomputadores que se comunica com o usuário através de síntese de voz, e também o braile fácil, que permite que a criação de uma impressão Braille seja uma tarefa rápida e fácil e que possa ser realizada com mínimo de conhecimento da codificação do sistema.
Não são só os alunos que serão beneficiados com essa técnica. O professor portador de deficiência visual George Frederico, destacou que foi muito importante essa oficina de iniciação e que foi constituída de cinco encontros que incluiu também atividades extraclasses. Ele pontua que o tempo de cada aluno é respeitado e a conquista vem de um processo de aprendizagem.
O curso teve a duração de cinco semanas, e ainda que alguns professores não tenham em suas salas de recursos alunos com deficiência visual, os profissionais agora formados, se qualificaram para a possibilidade de demandas futuras.