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União de Maricá aposta na ancestralidade afro-brasileira e exalta Ogum no Carnaval 2026

Com Rayane Dumont consolidada como rainha de bateria, escola leva o enredo “Berenguendéns e Balagandãs” para a Sapucaí e reforça identidade cultural na Série Ouro

relogio min de leitura | Escrito por Aretha Dossares com supervisão de Thiago Soares | 15 de fevereiro de 2026 - 02:53
União de Maricá é a sexta escola a entrar na avenida neste domingo
União de Maricá é a sexta escola a entrar na avenida neste domingo -

A União de Maricá segue firme na construção de um Carnaval marcado pela valorização da cultura afro-brasileira e da ancestralidade. Para o desfile de 2026, na Série Ouro da Marquês de Sapucaí, a escola apresenta o enredo “Berenguendéns e Balagandãs”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que propõe uma viagem simbólica pelos adornos, amuletos e joias de matriz africana carregados de fé, proteção e identidade.

Dentro dessa narrativa, a agremiação revelou uma de suas principais alegorias: “Ogum e a forja do metal”, carro que encerra um dos setores do desfile e destaca o orixá Ogum como figura central do saber ancestral africano. Conhecido como o deus do ferro, da tecnologia e do trabalho, Ogum é apresentado como aquele que transforma o metal em instrumento de sobrevivência, resistência e devoção, elementos que dialogam diretamente com a história dos balangandãs, tradicionalmente usados como joias-amuleto.

A alegoria aposta em uma estética predominantemente metálica, com tons de ferro e prata guiando toda a concepção visual. Cães, animais associados a Ogum, aparecem “puxando” o carro, enquanto atabaques e elementos cenográficos reforçam o caráter ritualístico da composição. No centro do conjunto, Ogum surge como um guerreiro retinto, vestindo armadura prateada, simbolizando força, proteção e o domínio da forja.

“O balangandã é mais do que um adorno: é fé, estratégia e identidade. Ao encerrar esse setor com Ogum, exaltamos o conhecimento africano que transforma o metal em símbolo de resistência”, destaca Leandro Vieira.

À frente da bateria “Maricadência”, a União de Maricá contará mais uma vez com a força e o carisma de Rayane Dumont, rainha de bateria da escola. Nascida e criada na região, Rayane completa quatro anos no posto, consolidando-se como um dos principais símbolos da agremiação. Desde 2020, ela representa não apenas o samba no pé, mas também a ancestralidade, a ligação comunitária e a identidade cultural defendidas pela escola.

Com um enredo de forte apelo simbólico, visual impactante e uma rainha que traduz a alma da comunidade, a União de Maricá promete um desfile de afirmação cultural e emoção, reforçando seu protagonismo na Série Ouro e sua conexão profunda com as raízes afro-brasileiras no Carnaval 2026.

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