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Professores e estudantes da UFF têm grupo de estudo sobre séries

relogio min de leitura | Redação 04 de julho de 2016 - 14:10
O professor Afonso Albuquerque idealizou o projeto, que comemorou quatro anos na última semana
O professor Afonso Albuquerque idealizou o projeto, que comemorou quatro anos na última semana -

Por Thiago Soares

Imagine um grupo de 45 pessoas se reunindo para estudar, avaliar e discutir sobre séries de TV. Pois este é o trabalho do projeto acadêmico Série Clube da Universidade Federal Fluminense (Uff). Na semana passada, os integrantes se juntaram no campus Gragoatá, em Niterói, e comemoraram o quarto aniversário do programa. Sob a temática de “Game Of Thrones”, os presentes participaram de brincadeiras, sorteios e puderam assistir a um episódio da série norte-americana. Contudo, o que parece apenas diversão, é um trabalho sério. Segundo Melina Neimaridis, coordenadora do projeto, a ideia de criar o clube surgiu durante aulas de uma disciplina na universidade, em 2012.

“O Série Clube nasceu da matéria Introdução à Ficção Seriada que tínhamos aqui na UFF. O professor percebeu uma vontade dos alunos em aprofundar o estudo sobre séries. A partir daí, conversamos sobre o que seria feito e decidimos abrir o clube para falarmos sobre seriados, estudarmos e avançar nosso conhecimento”, contou.

O professor em questão é Afonso de Albuquerque. Idealizador do projeto e supervisor dos encontros, ele revelou quais objetivos procura atingir com a criação do grupo.

“São dois pontos: o primeiro é o debate acadêmico. Quero formar pessoas para trabalhar no mercado da televisão, produzindo roteiro, séries e renovando um pouco o nosso mercado. E também usarmos as séries como pretextos para trabalhar todos os aspectos que precisamos no curso de Estudos de Mídia, como a divulgação, as mídias sociais e produção”, disse.

Com o mercado de séries aquecido, com supremacia de produções dos Estados Unidos, Afonso aponta quais motivos contribuem para o pouco sucesso dos produtos nacionais. Orienta seus alunos, inclusive, quais são os pontos principais para atrair o público.

“As séries brasileiras trabalham muito com personagens e pouco com instituição. Ainda falta o entendimento de certos elementos de linguagem que permitam que o público se identifique e construa uma aliança de longo prazo. A nossa cultura do audiovisual não pensa muito nestas questões”, comentou. Iniciado em 2012, com apenas sete membros, o Série Clube cresceu e se tornou uma referência para quem pretende seguir a carreira na área do audiovisual. Atualmente, entre os 45 que fazem parte do grupo, existem alunos de graduação e pós-graduação da UFF e de outras instituições.

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