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OSG na Mostra Tiradentes de Cinema: O que o público está achando do evento?

A equipe do O SÃO GONÇALO presente ao festival foi às ruas de Tiradentes para perguntar sobre o que elas viram de especial

relogio min de leitura | Escrito por Thales Lima e Enzo Britto | 31 de janeiro de 2026 - 19:48
O São Gonçalo ouviu moradores e turistas na cidade sobre o grande evento
O São Gonçalo ouviu moradores e turistas na cidade sobre o grande evento -

OSG ouviu os participantes da Mostra de Cinema sobre suas experiências durante os nove dias do Festival.

Um dos fatores que mais une pessoas dos mais diversos lugares, culturas, gêneros e classes diferentes é a arte, e o cinema não difere nisso. 

Por meio das telas, é possível ir longe na imaginação, com seres inanimados ganhando consciência, animais antropomórficos ou super humanos. Também é possível ir para perto, ver o que ou quem normalmente não é percebido e transformar em algo mágico; cinema é inclusão, diversidade e arte.

Dentro da mostra de Tiradentes, não é diferente. O público também é diverso- apesar dos mineiros estarem em maioria-, com pessoas com vários pontos de vista diferentes se unindo para viver o cinema, em especial, o Cinema Brasileiro.

A equipe do O SÃO GONÇALO presente ao festival foi às ruas de Tiradentes para perguntar sobre o que elas viram de especial, e também da oportunidade de estarem num espaço dedicado à 7ª Arte.

Petros, é servidor público de 27 anos, natural de Tiradentes, agora morando em Diamantina, também cidade histórica de Minas. Ele frequenta o festival desde os 12 anos, e costuma chegar às sextas para acompanhar as novidades. Para ele, neste ano, o que mais se destacou foi a interatividade, no Cine-Tenda, e o álbum de figurinhas, com cartazes de diversos filmes brasileiros dos últimos 40 anos.

Ele veio à Tiradentes com a família inteira e chegou alguns dias mais cedo por estar gostando tanto dessa edição, inclusive comenta que seu filme favorito até o momento é “Obeso Mórbido”, que discute questões sobre gordofobia, masculinidade e foge do estereótipo de Manaus, onde é gravado.

O festival também é aproveitado por gente nova, inclusive pelo ator estreante David Iori, conhecido como “CJ”, que aparece no longa “Para os Guardados”. Ele é produtor cultural, poeta, grafiteiro e líder comunitário da Vila Jardim Alvorada, Ribeirão das Neves, e veio à cidade para promover o filme. “Estou participando de um filme em que eu passo uma mensagem para fazer a diferença no coração e na mente das pessoas, trazer um conforto", afirma.

Ele também conta que está deslumbrado com a experiência que está vivendo, tanto como palestrante, quanto como público. “Cara, isso daqui está sendo muito diferente, é grandioso, é uma coisa que eu quero viver e que eu estou correndo atrás disso. Eu não sei quem é o cara que fez e teve essa ideia daqui tudo, mas quem teve a ideia de transformar essa cidade na coisa que é, isso daqui é muito diferente do que é, do normal, tanto as ruas, as casas e os filmes também das pessoas aqui que estão rolando, está tudo muito bom”, disse o artista.

Além dos filmes, o evento também é uma oportunidade de trabalhar atividades em oficinas de profissionalização. O que foi o foco de Julia Leão, 22, que estuda cinema e veio de Belo Horizonte para participar pela primeira vez, dando destaque à oficina de roteiro de animação, dirigida pela roteirista carioca Débora Guimarães.

A estudante conta que se surpreendeu com o senso de comunidade cinéfila. “É muito legal ver todo mundo junto e todos fazendo coisas ao mesmo tempo, e ter uma troca de ideias do que você passa, então é bem legal nesse sentido", completa.

Outra que embarcou nas oficinas foi Isadora, arquiteta de 24 anos, que durante a mostra fez a oficina de direção de fotografia ministrada pelo fotógrafo Antonio Fargoni, fundador da Araweté Filmes. “Eu fiz a oficina de direção de fotografia e o professor era muito gente boa. Deu pra aprender muito com a galera da turma, com o professor, foi bem, bem maneiro!”.

A arquiteta conta que já tinha vindo outras vezes, mas é a primeira vez que participou de fato das atividades. “Está sendo bem gostoso, assim, acho que é um evento muito bom pra gente, que gosta de cinema, pra gente se comunicar com outras pessoas”, avaliou.

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