OSG na Mostra Tiradentes de Cinema: O que o público está achando do evento?
A equipe do O SÃO GONÇALO presente ao festival foi às ruas de Tiradentes para perguntar sobre o que elas viram de especial

OSG ouviu os participantes da Mostra de Cinema sobre suas experiências durante os nove dias do Festival.
Um dos fatores que mais une pessoas dos mais diversos lugares, culturas, gêneros e classes diferentes é a arte, e o cinema não difere nisso.
Por meio das telas, é possível ir longe na imaginação, com seres inanimados ganhando consciência, animais antropomórficos ou super humanos. Também é possível ir para perto, ver o que ou quem normalmente não é percebido e transformar em algo mágico; cinema é inclusão, diversidade e arte.
Dentro da mostra de Tiradentes, não é diferente. O público também é diverso- apesar dos mineiros estarem em maioria-, com pessoas com vários pontos de vista diferentes se unindo para viver o cinema, em especial, o Cinema Brasileiro.
A equipe do O SÃO GONÇALO presente ao festival foi às ruas de Tiradentes para perguntar sobre o que elas viram de especial, e também da oportunidade de estarem num espaço dedicado à 7ª Arte.
Petros, é servidor público de 27 anos, natural de Tiradentes, agora morando em Diamantina, também cidade histórica de Minas. Ele frequenta o festival desde os 12 anos, e costuma chegar às sextas para acompanhar as novidades. Para ele, neste ano, o que mais se destacou foi a interatividade, no Cine-Tenda, e o álbum de figurinhas, com cartazes de diversos filmes brasileiros dos últimos 40 anos.
Ele veio à Tiradentes com a família inteira e chegou alguns dias mais cedo por estar gostando tanto dessa edição, inclusive comenta que seu filme favorito até o momento é “Obeso Mórbido”, que discute questões sobre gordofobia, masculinidade e foge do estereótipo de Manaus, onde é gravado.
O festival também é aproveitado por gente nova, inclusive pelo ator estreante David Iori, conhecido como “CJ”, que aparece no longa “Para os Guardados”. Ele é produtor cultural, poeta, grafiteiro e líder comunitário da Vila Jardim Alvorada, Ribeirão das Neves, e veio à cidade para promover o filme. “Estou participando de um filme em que eu passo uma mensagem para fazer a diferença no coração e na mente das pessoas, trazer um conforto", afirma.
Ele também conta que está deslumbrado com a experiência que está vivendo, tanto como palestrante, quanto como público. “Cara, isso daqui está sendo muito diferente, é grandioso, é uma coisa que eu quero viver e que eu estou correndo atrás disso. Eu não sei quem é o cara que fez e teve essa ideia daqui tudo, mas quem teve a ideia de transformar essa cidade na coisa que é, isso daqui é muito diferente do que é, do normal, tanto as ruas, as casas e os filmes também das pessoas aqui que estão rolando, está tudo muito bom”, disse o artista.
Além dos filmes, o evento também é uma oportunidade de trabalhar atividades em oficinas de profissionalização. O que foi o foco de Julia Leão, 22, que estuda cinema e veio de Belo Horizonte para participar pela primeira vez, dando destaque à oficina de roteiro de animação, dirigida pela roteirista carioca Débora Guimarães.
A estudante conta que se surpreendeu com o senso de comunidade cinéfila. “É muito legal ver todo mundo junto e todos fazendo coisas ao mesmo tempo, e ter uma troca de ideias do que você passa, então é bem legal nesse sentido", completa.
Outra que embarcou nas oficinas foi Isadora, arquiteta de 24 anos, que durante a mostra fez a oficina de direção de fotografia ministrada pelo fotógrafo Antonio Fargoni, fundador da Araweté Filmes. “Eu fiz a oficina de direção de fotografia e o professor era muito gente boa. Deu pra aprender muito com a galera da turma, com o professor, foi bem, bem maneiro!”.
A arquiteta conta que já tinha vindo outras vezes, mas é a primeira vez que participou de fato das atividades. “Está sendo bem gostoso, assim, acho que é um evento muito bom pra gente, que gosta de cinema, pra gente se comunicar com outras pessoas”, avaliou.