Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,1592 | Euro R$ 5,9671
Search

Sofrimento parado numa fila

Com risco de perder os movimentos do corpo, moradora de SG esbarra em burocracia no Into

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de julho de 2016 - 12:40
Cláudia necessita de uma nova intervenção cirúrgica com urgência, mas terá que aguardar em fila
Cláudia necessita de uma nova intervenção cirúrgica com urgência, mas terá que aguardar em fila -

Por Marcela Freitas

Além de sofrer com fortes dores na coluna, a aposentada Cláudia Maria Portugal, de 53 anos, vem enfrentando uma verdadeira via crucis para conseguir realizar uma cirurgia. Ela já peregrinou por vários hospitais até conseguir ser atendida no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), em março deste ano. Apesar da gravidade de sua situação - e os reais riscos de perder por completo os movimentos, segundo médicos -, ela foi informada que precisa aguardar numa fila.

Moradora do Jardim Catarina, Cláudia contou que caiu de um escada, de aproximadamente três metros, em 2012. Desde então, ela precisou de acompanhamento médico e acabou descobrindo que tinha uma hérnia de disco extrusa (lesão que acomete a coluna vertebral). Mesmo após a cirurgia, as dores continuaram e foi verificado que seria necessário colocar um anel entre as vértebras.

“Percorri vários hospitais e não consegui atendimento. Pedi ajuda da minha irmã e fui para o Espírito Santo, onde realizei a cirurgia. No primeiro ano, achei que o problema estava resolvido, mas depois as dores voltaram. Sem a cartilagem, um osso se sobrepôs ao outro e, por isso, necessito de uma nova intervenção médica”, disse. Ainda segundo a aposentada, sem a cirurgia ela não vai conseguir retomar algumas tarefas cotidianas simples. “Eu tomo remédios controlados para atenuar a dor. Tem dias que eu não me movimento. Não estou pedindo para passar na frente de ninguém, só quero que meu caso seja olhado com prioridade. Corro o risco de nunca mais andar. Entendo a necessidade da fila no Into, mas não suporto mais as dores que sinto”, comentou aos prantos. Até o fechamento desta edição, o Ministério da Saúde não se pronunciou sobre a demora na realização da cirurgia.

Matérias Relacionadas