Hospital alerta para riscos de fogos de artifício após casos de amputação em crianças
Hospital Estadual Alberto Torres registra aumento de atendimentos graves envolvendo explosões nos primeiros dias do ano

Após o registro de três crianças feridas por explosões de fogos de artifício e de um balão com gás hélio, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, recebeu mais dois casos graves envolvendo esse tipo de acidente. Um adolescente de 15 anos, morador do bairro Salgueiro, deu entrada na unidade após a explosão de fogos de artifício nas mãos. No outro caso, um adolescente, 17, morador de Guaxindiba, também deu entrada por acidente com fogos. Assim como nos outros casos, eles tiveram dedos amputados.
Com o aumento de atendimentos desse tipo nos primeiros dias do ano, médicos do Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres reforçam o alerta para os riscos do manuseio de fogos de artifício, especialmente por crianças e adolescentes, e para a necessidade de redobrar os cuidados durante o período de férias escolares.
Segundo os cirurgiões plásticos Leonardo Freitas e Tarcísio Encinas, que atuam na unidade e acompanham de perto os casos, as lesões causadas por fogos costumam ser graves, muitas vezes irreversíveis, e atingem principalmente mãos, dedos, rosto e pescoço. “São acidentes que acontecem em fração de segundos e que podem deixar sequelas para a vida inteira”, alertam os médicos.
De acordo com os profissionais, amputações, queimaduras profundas e perda de função são frequentes nesses atendimentos, mesmo quando o socorro é rápido. “Muitos responsáveis subestimam o risco. Fogos não são brinquedos, e crianças não devem ter acesso a esse tipo de material”, reforçam.
Além dos fogos de artifício, os médicos também chamam atenção para outros riscos comuns durante as férias, como o uso inadequado de artefatos infláveis com gás, brincadeiras sem supervisão e acidentes domésticos.
Somente nos últimos dias, o HEAT atendeu cinco pacientes menores de idade vítimas de explosões — três crianças e dois adolescentes —, todos com amputações de dedos ou queimaduras graves.
Veja a orientação dos médicos no vídeo abaixo.