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Mãe pede ajuda para bebê em SG

Com microcefalia, criança necessita de cuidados especiais, alimentação e remédios

relogio min de leitura | Redação 29 de junho de 2016 - 12:30
Ketleny teve que deixar o emprego para cuidar da filha de cinco meses, que tem microcefalia
Ketleny teve que deixar o emprego para cuidar da filha de cinco meses, que tem microcefalia -

Por Marcela Freitas

“Hoje, eu não vivo a expectativa do futuro e aprendi a viver um dia de cada vez. Esses cinco meses ao lado da minha filha mudaram completamente minha história, meu rumo e minha vida”. O depoimento emocionado é da ex-fiscal de loja Ketleny Rodrigues Wlerisch, de 23 anos, que viu sua vida mudar por completo, em fevereiro, com o nascimento de sua segunda filha, Ana Júlia Wlerisch de Azevedo, portadora de microcefalia.

A história de Ketleny se assemelha a de outras tantas mulheres que foram vítimas de uma epidemia que marcou a história de futuras gerações. A jovem foi infectada pelo vírus da Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, com nove semanas de gestação, mas a doença não foi descoberta e acabou sendo tratada como uma infecção alimentar.

Com 35 semanas, ela teve que realizar o parto às pressas e foi constatado que a criança era portadora de microcefalia. Ana Júlia nasceu sem a parte esquerda do cérebro, tem problemas de calcificação na parte direita e também perdeu a audição do ouvido esquerdo.

Por conta dos problemas com a filha, Ketleny não pode retornar ao trabalho e passou a viver exclusivamente para seus cuidados. Pelo menos três vezes por semana, ela precisa deixar o Jardim Catarina, onde vive com a mãe e a outra filha de três anos, para levar o bebê para o Instituto Nacional Fernandes Figueira (IFF), no Flamengo, onde realiza tratamento neurológico, pediátrico e de fonoaudiologia.

Só que, sem renda, as dificuldades são muitas para cuidar da menina e ela pede ajuda. O bebê precisa dos medicamentos Adera D3, Neutrofer, Colikds e Protovit, além de leite Aptamil Premium e fraldas. “O pai delas ajuda com R$ 200 mensais, mas sem renda, não consigo comprar todos os remédios. No instituto, ela só recebe o anticonvulsivo. Consegui latas de leite que uma mãe recebeu e me doou. Mas não tenho como trabalhar”, afirmou.

Ketleny deu entrada no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Ana Júlia solicitando um benefício para a menina, mas ainda aguarda a resposta do instituto. Quem puder ajudar a família, pode entrar em contato pelos telefones 3708-8550 ou 99141-9442.

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